domingo, junho 27, 2010

Encontro 22.º - 2010 / RETALHOS 1

CHEGADA A VINHAIS - Tarde de 26 Junho
Tinha havido tempestade e o céu ainda se apresentava carregado...
Reinava, contudo, uma boa disposição e um visível contentamento pelo reencontro.

Os protagonistas falam, evocam, projectam...

O sol veio bafejar a conversa, que se centra no nosso presente e no nosso futuro...


Eis os saudosos "chícharos", que provocam rememorações e sadio saudosismo.


Tudo se prepara para a Ceia de convívio e de expectativas...

- Venham "eles", bem regados com azeite de oiro e acavalados de ovos e bacalhau!
- Uns aperitivos locais não fazem mal a ninguém... Ora essa!
- Todos bem dispostos?

- Sim, sim! Não está mal! Um pão caseiro maravilhoso!
E aí estão os velhos amigos (os chícharos, claro!), com excelentes serventes na distribuição...
- Sabes, é este tipo de reviver e de ser dos nossos encontros uma das razões que me trazem cá, quase com devoção espontânea e incontornável...
Há espaço e tempo para confidências...

- Olá, há quanto tempo não te via! Por onde tens andado?
- Atenção, meus caros, que aí vem o programa "cultural"... Preparados?

- Estamos à espera! Primeiro número!
- Vai começar! Saiam as "cantigas"!

- Já conheço isto de algum lado! Queres ver que é uma morna cabo-verdiana?

- Venham os poetas e os versos ditos e reditos... Se gosto!


- Não há dúvida, aqui ainda se canta e se diz como deve ser!


- Agradável, mesmo! Gostei de relembrar o Torga!

- Bem, rapazes, este poema é mesmo meu! Ouçam, só!

Houve cantares, velhos e novos, com lídimos cantores e instrumentistas! Assim é que é!
- Vá, afina lá a guitarra, que quero cantar uma...

E cantou-se e recantou-se; sentiu-se e ressentiu-se a sala e a assistência! Bonito!
- Meninos e meninas, ouçam! Não é todos os dias que têm concerto livre...
VIVA! VIVAM TODOS!
E FOI O PRIMEIRO DIA!
Ao som dos últimos acordes, uns seguiram para as camaratas reformuladas; outros, seguiram para suas casas de perto-longe... Mas para amanhã, 10.00 horas, sem atrasos, tudo prometeu voltar. Um grande dia nos espera!

terça-feira, junho 22, 2010

BODAS de OURO SACERDOTAIS - Octávio Sobrinho Alves




O P.e Doutor Octávio Sobrinho Alves também foi um dos nossos.

Caloiro em Vinhais em 1948/49, celebrará os seus 50 anos de Sacerdócio no dia 27 de Junho.

Amigos-seminário-vinhais apresenta cordiais PARABÉNS e deseja muita saúde, muito sucesso pessoal e longa vida de apóstolo e pastor ao serviço da comunidade, que, nesta data, se regozija com o evento.

Um grande abraço dos Ex-Alunos do Seminário de S. José de Vinhais! AD MULTOS ANNOS!


Se algum dos antigos companheiros quiser e puder estar presente, fica o prospecto da celebração para referência.

quarta-feira, junho 16, 2010

Uma HOMENAGEM ao NORBERTO RODRIGUES, de Saudosa e Feliz Memória

Norberto Rodrigues – Um colega a recordar



Norberto Daniel Rodrigues nasceu em Vilarchão, concelho de Alfândega da Fé, a 02 de Junho de 1945 e faleceu em Braga a 21 de Agosto de 2009.
Cursou, a partir do ano de 1957, os Seminários de Vinhais e de Bragança, donde seguiu para abraçar a carreira militar.
Espírito aberto e dedicado às letras, publicou em 2003, como edição da Câmara Municipal de Alfândega da Fé, o livro “Na Embalagem, o Amor”, como pretensa autobiografia romanceada.
É desse livro que retiro alguns apontamentos.
Licenciado “em Filosofia pela Faculdade Pontifícia de Braga” e Coronel na reserva, contou “duas comissões em Moçambique, uma como Alferes Miliciano e outra como Capitão”.
Foi “condecorado com as Medalhas Comemorativas das Campanhas das Forças Armadas – Moçambique 1966-67 e 1974-75 e ainda com a Medalha D. Afonso Henriques – Patrono do Exército de 2.ª classe. Foram-lhe “atribuídos 11 louvores, 6 dos quais são de Oficial General”.
Curiosamente, o livro começa com a sua despedida do Seminário, assim: “O táxi fez a curva à esquerda, prestes a deixar o jardim da entrada do Seminário de S. José. Nesse momento percorri a vista pelos maravilhosos e simétricos canteiros, olhei comovido a estátua do santo anfitrião, admirei uma vez mais a fachada monumental do edifício, numa despedida escolar definitiva”.
Seminário para onde seguiu, depois de os seus pais coordenarem “os preparativos com o Professor Lauro e com o padre Rosas, já eu o ajudava à missa, para me candidatar ao exame de admissão ao Seminário”; e de onde tomou a decisão de sair: “Era altura de informar a minha decisão. […] “– Não desejo voltar para o Seminário…”.
Parece-me interessante trazer aqui outros registos – estes relacionados com o amor, de tal forma evidenciado nesta sua obra que o levou a incluí-lo no próprio título:
Amor à terra – Vilarchão - terra natal; Parada - terra de eleição; e Bragança - O Seminário; amor à Pátria - “estávamos felizes, tínhamos cumprido o dever para com a Pátria, tínhamos cumprido a missão”; amor à família: aos pais, aos irmãos, ao avô, aos tios, aos primos e aos filhos; amor à mulher com quem se casou: - “Dirigi-me então ao Colégio do Sagrado Coração de Jesus, mais conhecido pelo Colégio das Freiras, para visitar a Joana”; “A Joana fora ao longo destes anos uma mulher querida”; amor ao trabalho, aos costumes e tradições - os palheiros onde dormiam os segadores; “tirar a água do poço”, “a carreira para Alfândega”; às instituições - “admissão ao Seminário”, “o Professor Lauro”, “o padre Rosas”, Mafra e Abrantes; aos amigos - “o trio do Sendim da Ribeira”; a Esmeralda, junto à fonte; “o Alexandre e a Armanda!”; amor à própria vida - no Luatize – sozinhos, sem rádio; as armadilhas; e, longe do teatro de guerra: “apreciei a sensação benéfica de estar fora de perigo, distante das emboscadas e das minas”.
E mais estes “amores”: A PIDE; os bufos na Universidade; “o pau de Cabinda” e “o pau de marmeleiro”.
Quando me foi dado fazer a apresentação deste livro na terra natal do Norberto, em Vilarchão, terminei afirmando:”Se, pelas características deste livro, assumido como romance, o podemos considerar como pioneiro no Concelho de Alfândega da Fé, em relação a uma significativa amostra etnográfica e a um registo de situações a que o povo já não se sujeita, também por outras tantas, entendo que o podemos considerar como valorizável fora das fronteiras do Concelho.
Uma das mensagens mais belas deste livro é, sem dúvida, o amor. E o amor […] é intemporal e universal”.
O Norberto Rodrigues permanecerá na memória de todos como um óptimo companheiro, sabendo reconhecer as virtudes dos outros, sempre bem disposto e dialogante, ligado, por merecimento próprio, a todo o bem que emerge desta caminhada na qual todos nos vemos envolvidos.
Tendo em conta a sua condição de militar, a fim de ilustrar a grandeza do seu carácter, permita-se-me registar esta passagem do seu livro, que poderia intitular de “O Oficial de Operações”
“Nesses meses de estadia no Norte de Moçambique, em que a minha Companhia esteve junto da Companhia de Comando e Serviços, o Oficial de Operações foi o nosso líder.
Ele demonstrou, no campo de batalha e nas relações diárias com cada um de nós, o cultivo das mais altas virtudes militares.
Ele exibiu a sua competência no planeamento de operações militares arriscadas, e dando o exemplo, ao comandar essas mesmas operações.
Ele apresentou-se como um Oficial amigo, capaz de dar um conselho, uma ajuda instantânea, em qualquer circunstância.
Ele foi altruísta. Por exemplo, na sua viagem de férias à Metrópole, a sua primeira visita foi aos doentes do Batalhão, que tinham sido evacuados para o Hospital Militar.
Assim, ao longo do tempo, esse Oficial foi deixando em cada um de nós, uma marca indelével da sua personalidade, fruto de acções compartilhadas no campo da virtude e da honra; é esta gratidão e orgulho que se sente, ao trabalhar, colaborar, num desígnio patriótico, com um homem de estatura superior”.

Macedo de Cavaleiros, 16 de Junho de 2010

Manuel António Gouveia
............................................
Ainda que passado já há algum tempo, deixamos à Família do Norberto os sentidos PÊSAMES de quem sempre o teve como um dos NOSSOS AMIGOS DO SEMINÁRIO DE VINHAIS/BRAGANÇA! E, se o puder receber, UM GRANDE ABRAÇO PARA ELE...

INSCRIÇÃO, CONVOCATÓRIA do ENCONTRO 22.º et Alia...

Click na imagem para ampliar
(se quiseres imprimir: Guardar a imagem como, ampliar e mandar imprimir)



Por amabilidade dos Organizadores Emílio Falcão e Manuel Gouveia, chegaram informações indispensáveis para este próximo ENCONTRO 22.º! Tomem nota da Inscrição (imagem), Convocatória e Ementas, com preçário incluído:



Encontro dos Antigos Alunos do Seminário de S. José Vinhais/Bragança

Caríssimo Amigo e Antigo Companheiro:
As nossas melhores saudações, enquanto nos permitimos recordar-te a data do nosso 22.º Encontro, este ano a 26 e 27 de Junho corrente, com os caloiros de 1959/60, como mordomos, a ter lugar no Seminário de S. José, de Vinhais.
Se quiseres participar activamente no Convívio de sábado, aponta, na ficha de inscrição, qual a tua forma de contribuir – canto, poesia, instrumento musical, dança, teatro, anedotas, experiências de vida.
Mais uma vez lembramos que o Seminário dispõe de quartos para pernoitar, sendo necessário proceder atempadamente à sua reserva.
Este ano, como o Seminário não tem pessoal para nos atender no serviço de refeições, foi necessário recorrer a um restaurante local.
Para outras informações, incluindo o Relatório do Encontro de 2009, consulta –
www.amigos-seminario-vinhais.blogspot.com
Por último, devido a razões logísticas, faz já a tua inscrição informando quando vens e quantos vêm contigo, remetendo-a, impreterivelmente, até 22 de Junho, para:

Emílio António Raposo Falcão
Bairro de Santiago
Rua Poças de Figueiredo – Lote 49
5300-708 Bragança
(Telemóvel – 962 963 913).

ou
Manuel António Gouveia
Rua de Baixo – Viv. Santo António
Parada
5350 – 280 Alfândega da Fé
(Telemóvel – 966 284 782)
Nota – Se houver atraso no correio, serve-te dos telemóveis acima indicados.

PROGRAMA
Sábado – 26 de Junho
16,00 horas - Encontro nos sítios habituais
18,00 horas - Ensaio para o convívio
20,00 “ - Jantar – 14,00 euros
21,30 “ - Convívio ao serão
Domingo – 27 de Junho
10,00 horas - Ensaio de cânticos
11,00 “ - Eucaristia
13,00 “ - Almoço – 20,00 euros

Despedida

Bragança, 16 de Junho de 2010
A Comissão Organizadora


Mas há mais...
EMENTAS E RESPECTIVOS PREÇOS:
Almoço de 26 de Junho: ( Não é da responsabilidade da Organização)
Sopa
Truta de escabeche ou Lombo de porco assado no forno.
Sobremesa.
Pão.Vinho/Água/Sumos.
Preço por pessoa: € 10 (dez euros)

Jantar de 26 de Junho:
Entradas:
Azeitonas. Alheira. Orelha de porco cozida.Salada de polvo.
Sopa
Feijão frade com couve galega, batatas e bacalhau.
Sobremesa:
fruta variada, pudim, leite creme.
Vinho/Água/Sumos
Preço por pessoa: € 14 (catorze euros)

Almoço de 27 de Junho:
Aperitivos:
Porto. Martini. Favaios.
Entradas:
Azeitonas. Bola de carne gorda. Alheira. Presunto. Queijo.
Sopa
Leitão assado no forno
Ensopado de couve
Salada mista
Bouffet de sobremesas:
Fruta da época. Bolo da Madre. Bolo de chocolate.Semi-frio.
Água/Vinho/Sumos/Digestivos
Preço por pessoa: € 20 (Vinte euros)

As refeições serão servidas no Seminário (Ceia de Sábado e Almoço de Domingo).
Crianças: até 6 anos, Grátis; de 7 a 12 anos, 50%! (ver Ficha de Inscrição)
Vamos, desde já, aguçando o apetite!

sexta-feira, junho 04, 2010

RELATÓRIO do Encontro de 2009

O TEMPORA, O MORES!!! Ω καιροί ω ήθη!)
(Cícero, Livro IV, 2.º discurso contra Verres, capítulo 25 e Primeira Oração contra Catilina ... Talvez actual para os Ex-Alunos do SSJVINHAIS!)


O nosso amigo Manuel Gouveia envia o Relatório referente ao Encontro de 2009. As matizações do mesmo dão para fazer uma percepção realista do que então se passou. Refresquem-se, pois, as memórias ou avive-se a imaginação dos que lá estiveram e dos que teriam gostado de estar.
Um obrigado ao M. Gouveia pelo seu feedback, que nos traz o ido para o vivido.




" Relatório do Encontro de 2009

Nos dias 27 e 28 de Junho de dois mil e nove, teve lugar o 21.º encontro de Ex-Seminaristas dos Seminários de S. José de Vinhais e de Bragança.
Após a já habitual mesa quase redonda de sábado, na esplanada do café, em frente ao Convento, alguns mais entusiasmados, rumaram, a pé, ao Parque Biológico de Vinhais, onde conviveram com a Natureza e onde se surpreenderam com a alteração de alguns aspectos da paisagem. Também durante a tarde desse sábado, houve oportunidade de visitar o Museu da Arte Sacra, ali mesmo ao lado do Seminário.
O jantar em que, mais uma vez, os chícharos e o bacalhau foram motivo de renovadas conversas, decorreu com a mesma animação de todos os anos e nele tivemos a oportunidade de escutar as palavras do Reitor do Seminário de Bragança, Rev.º Cónego Silvério, das quais interessa destacar o reconhecimento da projecção que, de ano para ano, estes encontros têm vindo a assumir.
Depois do jantar, foi passado um documentário do Cordeiro Alves sobre “Encontros: Seminário de S. José de Vinhais – O Olhar de um Seminário que eu amei”, em que, logo no início, se destacam “os nossos tempos, os nossos espaços, os nossos encontros e os nossos olhares”. Faz menção especial ao colega João Costa, com a idade de 102 anos, acabando por referir que “… os nossos ENCONTROS ajudaram-nos a voar mais alto e a consolidar-nos como uma autêntica família”.
À noite, o habitual sarau, também muito participado, no qual pontificaram a música, a poesia e as anedotas.
No domingo, foi o ensaio às 10,00 horas, seguido da celebração da Eucaristia presidida pelo Padre Joaquim Leite, o qual, enquanto se referia à sua experiência pessoal, nos conduziu, pela palavra, ao significado do milagre, ao valor do ideal, ao nunca perder a esperança no futuro. Como habitualmente, cantada em gregoriano pelos ex-Alunos, teve também a presença de muitos familiares e amigos de quantos procuram retomar a força espiritual que os tem ajudado a vencer na caminhada que ali começou e ali retorna todos os anos.
Antecedendo o almoço, teve lugar a apresentação do livro do Cordeiro Alves, “Vozes emersas de tempos e de espaços em Vinhais”, com breves palavras introdutórias do Manuel Gouveia. Tomando a palavra o Dr. Roberto, em representação do Presidente da Câmara Municipal de Vinhais, impedido de comparecer por motivos de agenda, referiu-se à obra agora apresentada como sendo um testemunho a preservar e um exemplo a seguir. Acabando por informar que a Câmara Municipal teve muito gosto em financiá-la, fez depois referência ao Parque Biológico de Vinhais e ao Museu da Arte Sacra como parte do Ecomuseu de Vinhais, bem como aos melhoramentos de que a vila tem vindo a beneficiar.
Finalizou o Cordeiro Alves agradecendo o empenho do Presidente da Câmara de Vinhais para a edição do livro. Explicou, de seguida, os motivos que o levaram a publicá-lo, considerando-o, pelas comunicações nele contidas, como uma “espécie de memória”.
Durante o almoço, que decorreu num ambiente de camaradagem e de partilha, foi mais uma vez lembrado o ex-Colega João Costa, tendo o Cordeiro Alves lido o texto que, por sugestão do Manuel Joaquim no encontro de 2008, oportunamente lhe foi enviado; e informou que o João Costa respondeu a agradecer, falou de vários colegas, mandou um abraço para todos e 50 euros para um moscatel. Decidiu-se responder a agradecer-lhe.
O Manuel Gouveia, sem menosprezar os motivos que sustentaram a decisão de se elaborar uma acta por cada um dos encontros, propôs que, em vez de acta se elabore um relatório, para que, decorrendo os nossos encontros de uma forma tão informal, se permita que o respectivo registo escrito deixe de assumir a formalidade inerente a uma acta. Registo escrito, porque o registo informático, pelo menos este ano, irá ser assegurado pelo Cordeiro Alves e pelo Virgílio Vale. Não houve qualquer oposição à proposta.
O Albano Mesquita começou por agradecer ao Cordeiro Alves todo o empenho na divulgação e procura de elevação dos nossos encontros, os quais, embora “com picos – altos e baixos – têm corrido genericamente muito bem”. E acrescentou que “esta é uma comunhão fraterna”, em que é respeitada a “diferenciação de ideias”, informando que, para o ano, virá também aqui o Dr. Formariz, com os seus 85 anos.
A uma pergunta do Albérico, se o encontro de 2010 será também aqui, o Albano respondeu que se está a contar com isso, acrescentando que “se não for aqui, será com certeza noutro lugar, em Vinhais”.
O Falcão lembrou a necessidade da inscrição para o encontro a tempo e horas, para que a organização não tenha que resolver problemas de última hora, os quais nem sempre são solucionados a contento de todos. Dirigiu, depois, uma saudação ao Artur Gouveia, de Mirandela, o qual, embora bastante adoentado, não deixou de comparecer.
O Martins informou que o Ramiro, por ter regredido na doença, não pôde comparecer como era seu grande desejo.
A ambos os ex-Colegas se desejou uma rápida recuperação.
Começaram então as despedidas e os desejos de continuação da festa até para o ano de 2010.

Saudações amigas!

Seminário de S. José de Vinhais, 03 de Junho de 2010
Manuel António Gouveia"

quarta-feira, junho 02, 2010

A Organização da UASP agradece...

Recebeu-se o seguinte E-mail (reencaminhado pelo atento Falcão), que se julga poder ser útil aos nossos Ex-Alunos do Seminário de S. José de Vinhais:

"Data: Mon, 31 May 2010 00:16:23 +0100
De: União das Assoc. Antigos Alunos Seminários Portugueses uaaasp@gmail.com>
Assunto: A organização agradece!
Ex.mos Senhores
No âmbito da preparação da Iª Jornada da UASP, que terá lugar no próximo dia 12, realizou-se ontem, dia 30 de Maio, mais uma reunião do Grupo de Trabalho.Fazendo um ponto da situação constatou-se que, apesar dos esforços desenvolvidos por parte de todos, no que diz respeito à divulgação, não se tem registado, até ao momento, a recepção de grande número de inscrições. Neste sentido, o Grupo de Trabalho vem, uma vez mais, solicitar aos responsáveis das Associações/Movimentos de Antigos Alunos a sua colaboração no sentido de sensibilizarem os vossos associados, que estejam interessados em participar no referido evento, para a necessidade de se inscreverem até dia 9 de Junho. Não obstante a possibilidade de o poderem fazer até ao início da Jornada, este pedido prende-se, como devem compreender, com questões de organização, nomeadamente, com a logística do almoço.
Certos da vossa atenção para com o assunto exposto e da vossa habitual colaboração apresentamos os nossos melhores cumprimentos.

P. Armindo Janeiro(Coordenador)

quinta-feira, maio 27, 2010

Um alerta para um pequeno sobressalto, sempre possível de solucionar!

Caros Ex-Alunos:
Só agora pude verificar o correio electrónico, desde há dois dias, data em que recebi contacto telefónico e electrónico do nosso Manuel Gouveia. Lá encontrei um pequeno ALERTA relativo ao nosso Encontro próximo. De certeza que se faz o Encontro, mas, quanto ao local, ainda se processam as devidas diligências. Teremos que aguardar o seu desenvolvimento, que auguramos seja felizmente bem sucedido. E vamos todos torcer para que se consiga em VINHAIS!!!
O E-mail referido, recebido a 25 de Maio de 2010 00:07, enviado pelo empenhado Manuel Gouveia, entre outras coisas, reza assim:
" (...)
Quero dizer-lhe ... que, há cerca de uma hora, o Falcão me ligou a informar que este ano o encontro em Vinhais está tremido, pois lá não teremos as condições requeridas. Vamos fazer uma reunião, talvez no dia doze de Junho, da qual, se não houver decisões até lá, sairá uma tomada de posição em relação ao encontro. Então, contrariando a minha quase certeza que lhe manifestei antes deste telefonema, outra informação deve ser dada aos colegas, que [é esta]:
em relação ao local, devem aguardar o desenvolvimento das diligências que já começaram.

Os melhores cumprimentos.
Manuel Gouveia".
»»»»»»»»»»»»»»»
Esperamos que tudo se resolva. Logo que haja mais informações sobre o Encontro dos EX, imediatamente ficarão disponíveis!

Um abraço!

segunda-feira, maio 24, 2010

Pedem para publicar... Missão ingrata, mas que fazer?


O grande amigo Manuel Gouveia telefonou pelas 16.00 horas, há, aproximadamente, 1 hora e meia, para informar de que tinha enviado um E-mail. E, claro, este chegou! É mesmo de se lhe tirar o chapéu...

Como os gostos do M. Gouveia valem por ordens, aqui fica o registo, não sem antes agradecer, publicamente, o gesto e a honra concedida:


"Meu caro Cordeiro Alves:
Os melhores cumprimentos.
Aqui lhe mando, como prometi, a minha leitura, decerto muito apressada, sobre o seu encantador livro, de cujo valor só me apercebi, depois de prometer a mim mesmo que havia de fazer dele uma leitura.
Não pela leitura mas pelo testemunho que o livro constitui, gostaria que este apontamento fosse postado no nosso Blog.
Um dia destes mando-lhe o relatório sobre o nosso encontro do ano passado, o que não será mais do que aquilo que o Cordeiro Alves e o Virgílio já disseram. Mas eu tenho de cumprir as minhas obrigações.

Renovo os melhores cumprimentos.
Um abraço do
Manuel Gouveia"


Segue, então, o Post postíssimo do nosso amigo signatário:


"Vozes emersas de tempos e de espaços em Vinhais, de F. Cordeiro Alves

A minha leitura

Para quem não esteve presente no lançamento do livro Vozes emersas de tempos e de espaços em Vinhais do nosso colega Cordeiro Alves acho por bem informar que o mesmo teve lugar no nosso encontro de 2009, com breves palavras introdutórias do abaixo assinado Manuel Gouveia e a apresentação da responsabilidade do Dr. Roberto, em representação do Presidente da Câmara Municipal de Vinhais, Dr. Américo Pereira, que assinou a Nota Introdutória.

Dedicado a “todos os Ex-Alunos, que, desde há duas décadas, vêm rumando a estas inesquecíveis paragens para o (re)encontro com as raízes dos seus sonhos …”, divide-se o livro em três partes fundamentais: “Pré-leitura”, Comunicações e “Recordando a véspera e o ingresso”.

Na “Pré-leitura”, o autor depois de nos informar de que forma surgiu este livro, faz ressaltar “o especial relevo à amizade, ao companheirismo, à potenciação profissional que esta Grande Obra do Seminário nos viabilizou”. Lembra os Amigos que não podem estar fisicamente presentes e ainda os que faleceram, salientando para com todos uma “atitude de solidariedade”.
Aberta a “mala de recordações”, a construção foi tomando forma, alicerçada sobretudo num “plano de simbolismos”.
Ao denominá-lo de “projecto inter-Amigos”, não deixa de fazer um apelo para que surjam “outras publicações do género”, acabando por augurar à “família de Ex-Alunos […] toda a realização pessoal, êxito familiar e sucesso profissional”.
Quase tudo se passa nos e sobre os encontros no Seminário de S. José de Vinhais.

As Comunicações assumem a forma de poesia ou de prosa, dividindo-se, por sua vez: dirigidas aos colegas, durante os encontros; publicadas no Mensageiro de Bragança; nas Bodas de Diamante do Seminário de S. José de Bragança; ao “Ex-Aluno João Conceição Costa”.
Temas como: o claustro, o salão de estudo, o refeitório, as pedras da calçada e os símbolos remetem-nos para recordações vivenciais, tendo como suporte, cada uma delas, um ou outro local referenciado, emoldurados com aquele símbolo – o número pelo qual passávamos, muitas vezes, a ser conhecidos e que nos acompanhava em todos aqueles locais.

E, então, não posso deixar de referir, por exemplo, “o claustro da amizade” a oferecer “um muro, um abrigo, uma esquina”, no montar dos caloiros, com o “cesto do pão e queijo americano” e a água da torneira a saciar a “estranha e subtil mágoa”; o árduo trabalho no salão de estudo, onde “os nossos rumos começaram”, salão “que a todos potenciou”, que perante dificuldades, torcia “para o nosso lado” como “uma compreensiva e meiga mãe”, o salão da “inesquecível carteira desdobrável”, para o qual o nosso reconhecimento pode ser traduzido numa “prece fervorosa” a Deus; o leitor, “a oração inicial”, os chícharos – “os heróis da lenda”, “fosfórico-tonificantes” - , e o deo gratias, a par de um verdadeiro apetite sequente à “anxiógena fome”, “frente aos talheres de alumínio amolgado”, partilhando “os ruins e os bons momentos”, tudo naquele “monacal refeitório”; o permanente incentivo das “pedras da calçada”, de cada uma registado como se elas falassem, percorridas como “um transeunte, em diáspora constante” e “agora amarradas com liga de cimento”; e sem querer entrar na polémica dos símbolos e do significado, todos estes lugares percorridos pelo 150, o mesmo que também dava pelo nome de Cordeiro Alves.
Já o Rescaldo de ENCONTROS de ex-Alunos e Mais um encontro de ex-Alunos …, em forma de crónicas no Mensageiro de Bragança, nos remetem para outras reflexões. A primeira crónica, atravessada por quatro “iniludíveis sentimentos”, como o saudosismo, o “sentimento do outro”, a contingência e o futurismo, aponta-nos para um passado em que “os valores prevaleciam sobre a subversão dos mesmos”; para o “assalto de curiosidade pelo bem-estar dos antigos colegas” e “a satisfação pelo seu sucesso”; para a preocupação pelo “imponente imóvel” que é o Seminário de S. José de Vinhais, em degradação “cada vez mais acentuada”; e, finalmente, para que destino a dar “a este cinzelante monumento das nossas vidas”, chamando aqui o importante papel que uma Associação dos ex-Alunos poderia ter, relevando, ao mesmo tempo, o esquecimento do País perante a “incomensurável oferta” que esta Casa lhe deu, ao lançar para a rede social, conforme Ao salão de estudo de incontáveis rumos de vida … : empresários, funcionários públicos, funcionários dos bancos e seguros, psicólogos, investigadores, políticos, escritores, jornalistas, académicos, juristas, professores, médicos e magistrados, todos “que lá se fizeram gente”.
A segunda crónica refere-se aos encontros como “uma ritualidade assumida e ansiosamente esperada ”, carregados de emoções e de “expressões hilariantes que abraçam o passado e demandam o futuro de tantos projectos pessoais”; e da vibração “até ao âmago” com os depoimentos, o refazer do “filme pessoal […]”, e a recordação do toque da “cabra”. É o darmo-nos um pouco aos “cantos e recantos” que nos foram tão familiares e deles bebermos a força que nos anima a prosseguir.
A finalizar, informa sobre a existência do nosso Blog, onde todos “podemos fazer ouvir a nossa voz”.

Depois, As encruzilhadas, Do para quê ao quando, Lonjura, Quem somos? e Um périplo de 50 anos, em primeira pessoa … aparecem como temas decerto fundados em situações vividas, funcionando como reflexão cujo fio condutor não se afasta muito do caminho em que, como os demais colegas, o autor, quase sem se dar conta, se viu envolvido, primeiro pelo chamamento – simbolizado pela parábola do jovem rico -; depois nas dúvidas, no despertar para o mundo e nas dificuldades a ultrapassar, representadas pela “cabalística suma”; a seguir, no problema da lonjura que impede de se alcançar o téminus da caminhada, por muito que se queira, a não ser pela força estimulante vinda “do nosso conventual casarão”; envolvido ainda numa paragem dessa caminhada para responder à questão – Quem somos? – e admitir que, sendo “netos do iluminismo, filhos do modernismo, irmãos da pós-modernidade e primos das hodiernas convulsões sociais”, a melhor resposta lhe veio de um Ex-aluno, ao revelar-lhe que “todas as pessoas olham para nós como cidadãos honestos, trabalhadores e confiáveis”; terminando no revelar dessa caminhada que, desde 1958 a 2008, o fez passar pelo Seminário e cidades europeias, onde absorveu cultura e cumpriu a sua obrigação profissional, enquanto diz rememorar factos e ouvir histórias, e – parece-me! – acabando por encontrar o términus desta sua caminhada, ao afirmar que “não mais pude conter a sede de aqui regressar, desde 98, Junho, tal é a força e a atracção que aqui me galvanizam, anualmente!”.

Muito interessante a comunicação nas Bodas de Diamante do Seminário de S. José de Bragança, desenvolvendo o tema “ser seminarista” desde os anos 30 até hoje, subdividido em três etapas, das quais, “foi testemunha, por suporte e implementação, a instituição que hoje celebra as suas Bodas de Diamante”.
A comunicação desenvolve quatro vectores […] “da influência desta indelével e destacável instituição sobre as nossas vidas”, a saber: “formação, informação, axiologia, dimensão sociológica”, testemunhando, no final, o seu profundo reconhecimento e o dos seus Colegas Ex-seminaristas “ao Seminário de S. José de Bragança por aquilo que conseguimos ser e somos, por tudo o que nos foi possível assumir e defender no percurso existencial, quer como católicos conscientes, quer como cidadãos pautados pelo humanismo, pelo sentido crítico-cognitivista e pela verticalidade ética”.

Por fim, a “carta” ao ex-Aluno, Companheiro e “secular amigo” João Conceição Costa releva o seu recente contacto com o Seminário e os Companheiros “das nossas actuais revisitas às raízes”, e identifica-o como exemplo de atenção e de solidariedade, de amizade e de admiração, enquanto não deixa de o convidar a, “caso as forças o permitam e fazemos votos por tal, no próximo Encontro 2009, […] [vir] reunir-se connosco”.
Referindo-se à “continuidade do nosso MOVIMENTO de Amigos do Seminário de Vinhais”, informa que, no dia desta comunicação, 29 de Junho de 2008, o seu caso foi apresentado “como um marco paradigmático excepcional no contexto desta inefável tarefa de construção de homens” e termina com um “sincero BEM-HAJA pelas palavras identitárias e amigas”, manifestado por “ todos, em uníssono”.

Quero agora trazer aqui a tão significativa e emocionante recordação d’a véspera e o ingresso. E, se me permite o meu caro Cordeiro Alves, quero fazê-lo, enquanto vou revendo também a minha véspera e o meu ingresso no Seminário de Vinhais, uns anos mais cedo, em 1953. Ao mesmo tempo, atrevo-me a convidar todos os que fizerem o favor de me ler a voltarem a esse seu tempo com o carinho, a simplicidade, a amizade, a compreensão e a beleza com que o faz este colega.
Elegante testemunho relativo, como disse, ao dia que antecedeu e o primeiro da entrada para o Seminário, até acordar no dia seguinte.
Iniciou-se a jornada da véspera em Santulhão, numa manhã de “chuva miudinha”, a cavalo numa égua, na companhia do pai, para apanhar a furgoneta de caixa aberta que vinha da Matela. Após três horas de viagem sobre as tábuas da caixa, debaixo de parte do guarda-chuva de um companheiro de viagem e tentado a surripiar uns bagos “de uvas formosas e de rei”, que também ali viajavam mas dentro de um cesto, chegou a Bragança, onde pessoa amiga o recebeu, o levou para casa e lhe serviu o almoço que ele não estava disposto a aceitar – não porque não tivesse vontade de comer mas porque lhe causavam atrapalhação os talheres com que se viu confrontado. E aí lhe surgiu a primeira dúvida em relação à vida no Seminário, pelo facto de ter de comer com o garfo na mão esquerda: “Será que vai haver muitas coisas ao avesso?”
Após um jantar com “outro ritual angustiante”, foi uma noite agitada, mal dormida, para nova surpresa ao pequeno almoço com a manteiga e o bijú.
Depois, foi o seguir para a camioneta, junto à estação, onde encontrou os futuros colegas e “um Senhor padre, alto, de batina e chapéu de aba virada”, que dava ordens aos rapazes “de fato e boina pretos” para entrarem numa ou noutra camioneta – a mocha ou a canhona.
A viagem foi-se arrastando por hora e meia, sem grandes momentos a registar, a não ser a surpresa, quando, em Castrelos, aconteceu o episódio da “casa dos cantonêros!”.
Chegada a Vinhais: a longa escadaria, as botas novas, o saco e a mala a atrapalharem. Depois, foi a estranheza acontecida no “hall de recepção”, quando “um Senhor Padre” que dava as boas-vindas o chamou pelo nome! E até sabia que vinha de Santulhão!
Já nos claustros, um outro Senhor Padre lhe indicou o caminho da camarata e “exclamava”, como aos demais, para fazer a caminha. Resolvido o problema da cama com a ajuda de um colega já experiente, foi a vez dos recreios - o de baixo e o de cima -, da percepção da “abundante corrente de água” que desempapava “o pão com queijo amarelo”, do “montar caloiros”, da iniciação aos gambuzinos, do primeiro contacto com a cabra e a fila para o refeitório.
E no refeitório, com a fome que tinha, voou a “sopa de couves-galegas” e voaram os “chícharos com couves […] e postas de bacalhau”, apesar de secos, parecendo não lidarem muito bem com o azeite que, na sua terra, não lhe faltava.
Do refeitório para a capela, onde conheceu outro Senhor Padre, este “com voz de quem apanha pardais”, que lhes dava bons conselhos e apelava para “as regras da boa educação”.
Rezada a oração da noite, foi a hora de deitar e mais uma surpresa antecedida de uma ordem: “Tirar as calças dentro da cama!”. Ora, manobrar para tirar as calças dentro da cama foi uma boa razão para a cama cair. Tudo recomposto, passou-se a noite “de um só sono”, até ao acordar com a cabra a estalar “por todos os lados”.
E foram então: o levantar “meio assarapantado num mundo que se abatera sobre mim, quase como um trovão imprevisto”, os lavatórios e a aprendizagem “com os outros” para uma vida cheia de rituais de uma cultura que haviam de prolongar-se e fazê-lo “emergir para o saber, para os valores, para a vida”.

Resta-me agradecer ao Cordeiro Alves o ter-me proporcionado falar sobre estas lembranças, tendo-me eu feito, entretanto, um companheiro de viagem - uma viagem que começou naqueles afastados anos e que, pelos vistos, ainda não terminou.

Parada, 24 de Maio de 2010
Manuel António Gouveia"
...................................
Mais uma vez, além do obrigado primeiro, apresentamos um segundo e testemunhamos que o Gouveia é um leitor fiel e crítico apurado, facetas que exigem imedíveis Parabéns!
»»»»»»»»»»»»»»»»
Mais outra coisa: O ENCONTRO DOS EX-ALUNOS deste ano de 2010 continua a ser em VINHAIS, precisamente no ÚLTIMO FIM DE SEMANA DE JUNHO!

quarta-feira, maio 12, 2010

Poderás aproveitar...





Caro Ex-Aluno:
Com a gentileza e oportunidade do nosso Manuel Gouveia, deixa-se a informação supra, transformada, aliás, em imagens, pois a documentação inicial não tem suporte em Sítio da Web, que se saiba, para o qual bastaria apenas fazer um Link. Contudo, com a ampliação das imagens, é perfeitamente visível o seu conteúdo (basta um Click).

Nota: Vale a pena ouvir o Prof. César das Neves... Claro, se puderes ir!

quinta-feira, abril 01, 2010

ÓPTIMA PÁSCOA a todos e a cada um!

Para Todos e Cada UM dos Ex-Alunos do Seminário, ÓPTIMA PÁSCOA, fazendo extensíveis os mesmos Votos para as respectivas e caríssimas famílias!
O Folar e as amêndoas são óptimos (apesar das proibições...) para celebrar a alegria e as cores da reunião e amizade familiares!

Um grande abraço!

De Colores!

segunda-feira, março 08, 2010

Estatutos da UASP

O nosso Virgílio do Vale, sempre atento a realidades do contexto que nos possam ser úteis, propõe-nos esta publicação, que se julga oportuna e previsivelmente proveitosa para podermos analisar e ponderar. Eis as sua palavras, a que se faz seguir a respectiva transcrição, em texto integral, dos Estatutos indicados:



"Estou a mandar-te os Estatutos da UASP que me chegaram e não sei se terão algum interesse para publicares no Blog. É que, embora não sejamos membros efectivos, poderá haver algum ex-aluno que tenha interesse por estas coisas".

"CAPÍTULO I

NATUREZA, DENOMINAÇÃO, SEDE E FINS

ARTIGO 1º

Denominação, Natureza e Sede

A “UASP – UNIÃO DAS ASSOCIAÇÕES DOS ANTIGOS ALUNOS DOS SEMINÁRIOS PORTUGUESES”, doravante designada UASP, é uma pessoa jurídica canónica privada, sem fins lucrativos, tem a sua sede no Seminário Diocesano de Leiria, na freguesia e concelho de Leiria, e durará por tempo indeterminado.

ARTIGO 2º

Objecto

A UASP tem como objecto:

1. – Fomentar a co-responsabilidade eclesial e a participação em projectos que promovam a dignidade humana e os valores evangélicos.

2. – Congregar, coordenar e representar junto das hierarquias da Igreja e organismos oficiais, a nível nacional e internacional, as suas associadas.

3. – Defender e promover a solidariedade entre os seus membros no respeito pela individualidade e características de cada uma das suas associadas.

CAPÍTULO II
ASSOCIADOS

ARTIGO 3º

Sócios e Quotas

1. – Podem ser associadas da UASP as Associações de Antigos Alunos dos Seminários Portugueses, Diocesanos e Religiosos.

2. – As associadas obrigam-se ao pagamento de uma jóia inicial e de quota anual a estabelecer ou alterar em reunião da Assembleia-Geral, sob proposta da Direcção.

ARTIGO 4º

Categoria de sócios

A UASP tem uma única categoria de associados, a de associado efectivo.
ARTIGO 5º

Direitos dos associados

São direitos dos associados:

a) - eleger e ser eleito para os órgãos sociais da UASP;

b) - participar nas reuniões da Assembleia-Geral e discutir e votar as matérias que à mesma sejam submetidas;

c) - usufruir de todos os benefícios e garantias que lhes conferem os Estatutos e, bem assim, aqueles que, pela Direcção ou Assembleia Geral, forem criados;

d) - requerer a realização da Assembleia-Geral Extraordinária nos termos do previsto no número três do artigo décimo dos presentes estatutos.

ARTIGO 6º

Deveres dos associadosSão deveres dos associados:

a) - pagar pontualmente a jóia de admissão e as quotas;

b) - colaborar na prossecução e concretização dos fins da UASP;

c) - não praticar actos lesivos do bom-nome e o prestígio da UASP;

d) - aceitar e cumprir os preceitos estatutários e os regulamentos da UASP, bem como as deliberações dos órgãos sociais.

ARTIGO 7º

Exclusão de associado

1. – São motivo de exclusão da qualidade de associado:

a) - a prática de actos lesivos dos interesses e fins da UASP, ou que a possam desonrar ou de alguma maneira prejudicar;

b) - a violação intencional dos estatutos e regulamentos da Associação e o não cumprimento das obrigações sociais que eles impõem.

2. – Compete à Assembleia-Geral, mediante proposta da Direcção, deliberar sobre a exclusão de associados, de acordo com Regulamento aprovado em Assembleia-Geral.

CAPÍTULO III

ORGÃOS SOCIAIS

ARTIGO 8º

Órgãos da UASP

1. – São órgãos da UASP: a Assembleia-Geral, a Direcção e o Conselho Fiscal.

2. – Os membros dos órgãos sociais serão indicados pelas associadas, segundo uma regra de proporcionalidade das associações inscritas na UASP, consoante a natureza de diocesanas e religiosas.

3. – A mesma associação não poderá, no mesmo mandato, integrar mais do que um órgão social.

ASSEMBLEIA-GERAL

ARTIGO 9º

Constituição

1. – A Assembleia-Geral é a reunião de todos os associados em pleno gozo dos seus direitos e deveres.

2. – A mesa da Assembleia-Geral é constituída por um presidente e dois secretários e será eleita trienalmente, mediante eleição directa de listas completas para os Órgãos Sociais.

ARTIGO 10º

Reuniões

1. – A Assembleia-Geral reúne ordinária e extraordinariamente.

2. – A Assembleia-Geral reúne ordinariamente, no mês de Março, de três em três anos, para eleger os órgãos sociais, e anualmente:

a) - em Março - para discutir e votar o relatório de contas da Direcção e Parecer do Conselho Fiscal;

b) - em Dezembro - para discutir e votar o orçamento e plano de actividades para o ano seguinte.

3. – A Assembleia-Geral reúne extraordinariamente a pedido da Direcção, do Conselho Fiscal ou por petição assinada, pelo menos, por dois terços das suas associadas, no pleno gozo dos seus direitos.

4. – As reuniões da Assembleia-Geral serão convocadas, pelo menos, com quinze dias de antecedência, por correio electrónico, com confirmação de recepção, ou notificação postal dirigida às associadas.

ARTIGO 11º

Constituição e Convocatória

1. – A Assembleia-Geral considera-se constituída à hora indicada no aviso/convocatória quando esteja presente a maioria absoluta dos seus associados.

2. – Não havendo número suficiente, e passada uma hora depois da afixada para a reunião, considera-se a Assembleia-Geral legalmente constituída com qualquer número de associadas presentes, sendo válidas todas as resoluções tomadas.

ARTIGO 12º

Competências

Compete à Assembleia-Geral:

a) - eleger e destituir os titulares dos órgãos sociais;

b) - discutir e votar orçamentos, planos de actividade, contas da direcção e pareceres do Conselho Fiscal;

c) - alterar os estatutos e aprovar regulamentos internos;

d) - deliberar sobre a extinção da UASP;

e) - aprovar o montante da jóia inicial e das quotas;f) - apreciar os recursos de ordem disciplinar.

ARTIGO 13º

Validade das decisões

1. – As deliberações da Assembleia-Geral só tem validade quando votadas por unanimidade ou maioria absoluta das associadas presentes, devidamente inscritos e no gozo dos seus direitos, salvo disposto nos nºs 2 e 3 deste artigo.

2. – As deliberações sobre as alterações de estatutos requerem o voto favorável de três quartos do número de associados presentes.

3. – As deliberações sobre a extinção da UASP requerem o voto favorável de três quartos do número de todas as associadas.

DIRECÇÃO

ARTIGO 14º

Constituição da Direcção

A Direcção é constituída por um presidente, um vice-presidente, um secretário, um tesoureiro e um vogal, e será eleita, trienalmente, mediante eleição directa de listas completas para os órgãos sociais.

ARTIGO 15º

Quórum e forma de obrigar

1. – A Direcção é convocada pelo respectivo presidente e só pode deliberar com a presença da maioria dos seus membros.

2. – As deliberações da Direcção são tomadas por maioria simples dos membros presentes, tendo o Presidente, além do seu voto, voto de qualidade.

3. – A UASP obriga-se em todos os actos e contratos mediante a assinatura de dois membros da Direcção, sendo obrigatória a assinatura do seu Presidente.

ARTIGO 16º

Representação e CompetênciasCompete à Direcção:

a) - representar a UASP em juízo e fora dele, activa e passivamente;

b) - deliberar sobre a admissão de associados;

c) - submeter à apreciação da Assembleia-Geral o Plano de Actividades e o Orçamento para o ano subsequente;

d) - submeter à apreciação e à votação da Assembleia-Geral, na reunião ordinária, o relatório de actividades e contas do exercício relativo ao ano anterior, acompanhado do respectivo parecer do Conselho Fiscal;

e) - adquirir quaisquer bens móveis e imóveis para a UASP ou tomá-los de aluguer ou arrendamento, mesmo mediante locação financeira;

f) - negociar e outorgar em quaisquer contratos necessários à prossecução dos fins da UASP;

g) - elaborar e submeter à deliberação da Assembleia o regulamento eleitoral e o regulamento de admissão e exclusão de associados;

h) - praticar, em geral, todos os actos julgados convenientes à realização dos fins da UASP.

CONSELHO FISCAL

ARTIGO 17º

Constituição e quórum deliberativo

1. – O Conselho Fiscal é constituído por um presidente, um secretário e um relator e será eleito, trienalmente, mediante a eleição directa de listas completas para os órgãos sociais.

2. – As deliberações da Direcção são tomadas por maioria simples dos membros presentes, tendo o Presidente, além do seu voto, voto de qualidade.

CAPÍTULO IV

FINANCIAMENTO E DESPESAS

ARTIGO 18º

Receitas

Constituem receitas:

a) - O produto de quotas e jóias pagas pelos associados.

b) - O produto da venda de materiais de marketing relacionados com a UASP.

c) - Quaisquer outros benefícios, donativos, heranças e legados que lhe sejam atribuídos.

d) - Subsídios que venham a ser atribuídos à UASP tendo em vista a prossecução dos seus fins.

e) - Quaisquer outros rendimentos, donativos e outras receitas não discriminadas, decorrentes, mormente, da realização de eventos culturais e musicais, gravações, publicação de livros, brochuras, cd´s,…..

f) - Eventuais indemnizações a que tenha direito.

ARTIGO 19º

DespesasConstituem despesas:

a) - O pagamento de impostos, seguros, rendas, luz, água, telefones.

b) - Aquisição de artigos de material de secretaria e de consumo corrente.

c) - Encargos com a realização de congressos, eventos culturais e musicais, cursos e encontros das associações e seus sócios, lançamento e publicação de gravações, livros, cd´s,

d) - Oferta de lembranças aos associados.

e) – Despesas decorrentes da adesão ou filiação em instituições nacionais e internacionais.

CAPÍTULO V
DA DISSOLUÇÃO E LIQUIDAÇÃO

ARTIGO 20º

Competência e maioria necessária

1. – A dissolução da Associação compete exclusivamente à Assembleia-Geral, exigindo-se, nesse caso, a presença e o voto favorável de três quartos do número de associadas no pleno gozo dos seus direitos.

2. – A Assembleia-Geral que deliberar sobre a dissolução da Associação decidirá sobre a forma e prazo de liquidação, bem como o destino a dar aos bens que constituem o património da UASP, exceptuando os casos previstos na lei.

DISPOSIÇÕES GERAIS

ARTIGO 21º

Não restituição de quotas

O sócio que de qualquer forma deixar de pertencer à UASP não tem o direito de reclamar as quotas que haja pago, devendo liquidar as que são devidas até à sua desvinculação.

ARTIGO 22º

Mudança de Sede

A mudança de sede da UASP só poderá ser efectuada mediante deliberação tomada em Assembleia-Geral com a aprovação de dois terços das associadas inscritas na UASP e que estejam em pleno gozo dos seus direitos.

ARTIGO 23º

Observadores

1. – É permitida a presença nas Assembleias-Gerais da UASP, com o estatuto de observadoras, de associações que não estejam inscritas na UASP, bem como de antigos alunos dos Seminários Portugueses, Diocesanos e Religiosos, cujos Seminários não tenham associações legalmente constituídas.

2. – Sem direito de voto, os observadores poderão intervir nas Assembleias-Gerais através de um elemento, de entre eles designado, a quem é conferido o estatuto de porta-voz.

ARTIGO 24º

Casos omissos e duvidosos

Os casos omissos e duvidosos nos Estatutos e Regulamentos Internos serão regulados pela vontade soberana da Assembleia-Geral em conformidade com as leis em vigor, valendo, em primeiro lugar, o Código do Direito Canónico, as Normas Gerais para a Regulamentação das Associações de Fiéis e, por último, a Lei Civil aplicável."
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Obrigado ao Virgílio pelo seu empenhamento e colaboração. - Um abraço!

quarta-feira, fevereiro 24, 2010

O Padre António Alberto Neto também foi dos nossos!

É sempre doloroso saber que um daqueles que ajudou a construir muitas centenas de jovens NOS DEIXOU!
A notícia surgiu no Mensageiro Notícias, obviamente com surpresa e choque para quem o conheceu.
À sua estimada família, os sentidos pêsames e que o P.e NETO em paz descanse!
Com a devida vénia, além do Link, deixa-se o texto da Notícia do Mensageiro Notícias e, se alguém tiver uma FOTO, que no-la faça chegar via E-mail (sevlaf@gmail.com ), a fim de ser publicada.
O P. António Alberto Neto entrou no Seminário de Vinhais no Curso de 1948/49.

Texto do Mensageiro Notícias:

"Vinhas - Macedo de Cavaleiros //
Faleceu o P. António Alberto Neto
Por: AP / Secção: Igreja / hoje Imprimir Enviar a um amigo

Comemoraria, este ano, Bodas de Ouro Sacerdotais
Nascido a 10 de Junho de 1936, em Vinhas, concelho de Macedo de Cavaleiros, o Padre António Alberto Neto faleceu no passado dia 21 deste mês, na sua terra natal. Era filho de Teófilo Adalberto Neto e Delfina de Jesus Guiomar. Ordenado Padre a 29 de Junho de 1960, comemoraria este ano as Bodas de Ouro Sacerdotais. Depois de ordenado trabalhou como Perfeito de Estudos, no Seminário de São José, em Bragança. Foi professor na Escola Secundária Emídio Garcia, em Bragança e, mais tarde, na Escola de Izeda. Tendo sido pároco em diversas paróquias da diocese, exerceu também a função de coadjutor do Pároco de Macedo de Cavaleiros. Entre as paróquias que teve a seu cargo contam-se Lamalonga, concelho de Macedo, Vilas Boas e Vilarinho das Azenhas, em Vila For. Desde há bastantes anos passou a exercer o sacerdócio na sua terra natal, Vinhas e paróquias vizinhas, como Bagueixe ou Sendas. A missa exequial teve lugar na passada segunda-feira, em Vinhas, a terra onde faleceu, em casa própria. A missa foi presidida pelo Bispo Diocesano, D. António Montes Moreira. Presentes para prestar a última homenagem estiveram muitos paroquianos e sacerdotes da Diocese de Bragança-Miranda."

terça-feira, setembro 22, 2009

PERCURSOS DE VIDA...


Os percursos de vida (também chamados histórias de vida, narrativas auto-biográficas - de grande valor para a investigação qualitativa) podem constituir a temática do nosso Encontro de 2010... PODEM!

Depois de esporádicas conversas com alguns dos históricos dos Amigos do Seminário de Vinhais, julgou-se que este tema poderia ser muito interessante e motivador para um conhecimento recíproco de quem vem (e espera-se um enchente!) ao Encontro do último fim-de-semana de Junho/2010 - (para outros Encontros encontraremos outros temas!)-.

Que é que acham todos? Podem dar sugestões?

Apresentação de forma espontânea? Com inscrição prévia?

Tempo limitado? Tempo distendido?

Verbalmente? De forma escrita? Com utilização de meios informáticos? À escolha de cada um?


Fica um primeiro alerta para a questão, em ordem à qual todos seremos possíveis protagonistas. Efectivamente, paira no imaginário de todos nós uma série de interrogações sequenciais, para as quais temos ou gostamos de ouvir respostas: "Quem fui? Quem sou? Quem espero ser?" - Estas ou outras! -. DIGAM COISAS!

Um abraço e enviem comentários, notas, mandem discursos, poemas, fotos, etc...

quinta-feira, julho 09, 2009

O Jornal Nordeste de Bragança fala de nós

Uma pequena e limitada reportagem do Jornal Nordeste faz uma breve análise do 21.º Encontro de Ex-seminaristas de Vinhais.
Não se sabe quem teria chamado o dito órgão de comunicação social (previsivelmente a CMV!), mas já se começa a notar interesse pelo nosso evento. E mais interessados haverá pela casa que deu tanto à sociedade! Assim o esperamos.

Daqui, os nossos agradecimentos ao Jornal Nordeste e... Contamos com a V/ presença!

quarta-feira, julho 08, 2009

BODAS DE OURO SACERDOTAIS de um dos nossos

O Cónego Artur Lázaro Parreira celebrou as suas Bodas de Ouro Sacerdotais a 29 de Junho de 2009, dia de S. Pedro, conforme reportagem de Mensageiro Notícias On-line de 08 de Julho de 2009.
Passou pelo Seminário de Vinhais, sendo um dos bravos caloiros de 1945/46.
Apresentamos os mais cordiais PARABÉNS e desejamos-lhe toda a saúde possível para continuar o seu múnus sacerdotal e a sua obra humana e social.
De Vilar do Rei, Mogadouro, saíu um menino de uns 11/12 anos que viria tornar-se Padre, um dos raros do seu Curso, e que, já em pleno apostolado, percorreria uma grande parte do Distrito/Diocese de Bragança, desde terras de Vimioso a terras de Alfândega da Fé.
(Nota: se algum Ex tiver uma Foto do Lázaro Parreira, que a envie para o E-mail do Blog, a fim de lhe darmos o lugar que lhe convém!)

Um grande abraço ao Cónego Artur Lázaro Parreira de http://www.amigos-seminario-vinhais.blogspot.com/

quarta-feira, julho 01, 2009

Fala quem sabe! Uma lúcida análise do 21.º Encontro

Além de Maestro, o Virgílio é um grande Repórter dos Encontros...

"O prometido é devido e, por isso, mando este pequeno comentário para testemunhar a minha ida ao Seminário em Junho de 2009.

PRIMEIRAS IMPRESSÕES
Não correu a meu gosto o último Encontro de Antigos Alunos do Seminário de Vinhais. Talvez por minha culpa, ao menos em parte. Mas teve momentos saborosos e são esses que devem ser realçados. Desde logo, o número elevado de participantes, muito mais do que se esperava, e que deixa perspectivar uma continuidade assegurada, se factores estranhos e indesejáveis não vierem perturbar o normal funcionamento da “coisa”. E foi bom ter ao nosso lado (de nós, os antigos!) uma boa meia dúzia de Homens na idade adulta, cheios de juventude e que poderão e deverão ser os nossos continuadores. Também foi muito bom, ao menos para mim e alguns mais, ter tido connosco o Gouveia de Mirandela, com bom aspecto, apesar de ainda alquebrado. Aqui lhe deixo um grande abraço e o voto sentido de rápidas melhoras, para que no próximo ano volte e possa ajudar-nos nas “cantilenas”. O grande ausente foi o Ramiro a quem endereço também um abraço de amizade e solidariedade.
Mas o melhor aconteceu no Sábado. Meia dúzia (ou pouco mais !...) de caminheiros metemo-nos a caminho do Parque Biológico, do lado de lá da Cidadelha, situado num vale ameno e convidativo ao descanso ou, melhor ainda, a um repasto à sombra dos cedros, carvalhos e pinheiros que por ali abundam. Passeio interessante esse, com os motores a roncar monte acima, por entre carvalheiras viçosamente ramalhudas, depois de termos transposto um território que já foi “nosso” – o campinho de futebol, agora transformado em Zona Industrial. E foi bom recordar esses tempos de pontapé na bola!... Nada tendo de especial, não deixa de ser interessante poder ver ali, ao pé de nós, os corsos, a perdiz charrela, uma águia, o pombo “torcal” (como diz o povo, em vez de torcaz!), os javalis…
Aproveitando a proximidade, fizemos um desvio até ao mais alto da montanha, mas já não reconheci a paisagem de outrora, muito mais arborizada do que nos meus tempos de menino. Onde havia uma lagoa, vicejam agora arbustos de vário tom a esconderem as rochas e os restos daquilo que foi, há muitas centenas de anos, povoação castreja de Celtas. Enfim, uma paisagem luxuriante, apesar da altitude. Mais ao longe e em todas as direcções, uma panorâmica soberba, com o verde carregado dos pinheiros, o matiz dos castanheiros em que se vislumbram as flores amareladas do androceu e os trigais, a espaços, proporcionando cambiantes paisagísticos de regalar a visão…
Descemos devagar, como que a ruminar as imagens da realidade vivida.
À noite foi o sarau e, no dia seguinte, um momento de cultura, entre a Eucaristia e o almoço, com o Cordeiro Alves a fazer a apresentação do livro “Vozes emersas de tempos e de espaços em Vinhais”, que pretende ser uma súmula de textos e poemas do autor, escritos e declamados em diversos encontros anteriores, como homenagem a uma casa que semeou pelo País centenas de Homens cultos e sábios, nas mais diversas profissões.

Um grande abraço para todos, na esperança de voltarmos a encontrar-nos em 2010, nos 90 anos do Seminário.

Maia, 1/7/2009


Virgílio do Vale".


Como sempre, as palavras do Virgílio apoiam-se na objectividade e na defesa de um "território" que também foi nosso, esse território onde semeámos sonhos e recolhemos beleza, fosse natural, fosse axiológica!

Obrigado, grande Virgílio!

segunda-feira, junho 29, 2009

ENCONTRO 2009 - Domingo, 28 Jun - VIVÊNCIAS!





Domingo - o 2.º Dia do nosso Encontro. Dia marcado por vivências múltiplas e variadas.
Às 10.00 Horas, há o tradicional "ensaio" para a Celebração Dominical - A Missa dos Ex-Alunos!

Entre "pontuais" e "atrasados", tudo acaba bem! O Virgílio que o diga... Somos um coral submisso!



Vai iniciar-se a Eucaristia... Ambiente propício...



A numerosa Assembleia concentra-se e introspecciona-se... E para lá destes olhares?


Eucaristia! Um ponto alto no Encontro... O P.e Leite lembra ideais e recomenda esperança aos Ex-Alunos...


Missa em que não faltou um KYRIE gregoriano à entrada:









E também sobressaíram as vozes afinadas para o Cântico da Comunhão:







O refeitório de outros tempos, com a cara lavada, acolhe os Ex-alunos e seus familiares... Diz-se, fala-se, conta-se... Tantas imagens ocorrem, tantas ansiedades se relembram, tantas profecias se projectam...

Boa disposição, confidências, histórias...


Um almoço de amizade, de pensar e de "fraternidade"...


Caras conhecidas dos nossos Encontros... Um almoço de leitão e pensamentos...


Outros rostos do almoço... Expectantes! E para 2010?...

Neste dia, antes do Almoço, foi lançado um pequeno livro - Vozes emersas de tempos e de espaços em Vinhais -, sob o mecenato da Câmara Municipal de Vinhais, representada pelo Dr. Roberto, em delegação do Sr. Presidente, Dr. Américo Pereira. O Autor agradeceu à CMV, distribuiu um exemplar pelos presentes, depois de ter considerado que o breve ensaio, ocasionado pelo facto de pertencer ao Curso anfitrião deste ano (Caloiros de 1958/59), pode servir de incentivo a outros trabalhos de Ex-Alunos. Este é apenas um primeiro registo de vivências pessoais e colectivas, modesto na sua forma e na sua matéria.



Às 16.30 Horas, sensivelmente, foi mais um "ADEUS ATÉ P'RÓ ANO"!

E sentiu-se o "NÓ" a estrangular-nos a garganta...







domingo, junho 28, 2009

ENCONTRO 2009 - Sábado, 27 Jun - CHEGADA!

Este ano, aos poucos, foram chegando os Ex-Alunos para o seu Encontro. Resolveram "espraiar" as primeiras vistas e reviver algumas "façanhas", assentando arraiais na esplanada sobranceira à Igreja de S. Francisco, a da mítica figueira.

Aqui se vêem alguns protagonistas, como o Virgílio, o Duarte, o Alfredo e o Henrique... Sobre que conversam eles? Que representações do passado, do presente e do futuro eles estarão a fabricar? Pelo menos, é indiscutível que o "velho" Seminário não esteja presente nas suas análises e nas suas preocupações. Previsivelmente, muito semelhantes às de qualquer outro dos Ex-Alunos que aqui rumam anualmente para a dádiva e a recepção de um amicíssimo abraço...





Virgílio, Henrique, Albano... Acabam de chegar os alicerces dos Encontros... Mais um ano e mais que venham!



Este, só se o mar estiver muito revolto é que não aparece! O Orlando Samões é o mesmo atleta de sempre, decidido a comparecer sempre que possa!



Outro dos nossos! O grande Ruivo! Um dos impulsionadores dos Encontros! E... Sempre bem disposto!



E estes? Quem não conhece o Aristides e o António Meneses? Claro, fidelidade anual!



Chegou a hora das nossas "músicas" de recreatividade e lazer...

Sim, sim! Estamos de acordo! Quem não gosta de ouvir "Ó rama, ó que linda rama"? Venha ela!


Qual a canção que se segue? Deixa cá ver... "Clavelitos"! Essa mesma...



Viva o Humor! Ele é tão "ruivo", que alivia o espírito dos seus "intchaços"!


Silêncio! É hora de POESIA! E que amostras!... Vivam os poetas!




Não faltaram os saudosos e alimentícios "chícharos"... O tempo não lhes tirou o sabor! Até nos fazem cantar melhor!



Os Veteranos ensinam os Debutantes! Só visto e vivido!



Eis uma demonstração videografada, com vozes mesmo afinadas:










E assim, cantando e contando, chegou o fim de Sábado... Caminha, que amanhã começamos ensaio às 10.00 em ponto! O Virgílio lá sabe porquê!
Alguns ficaram nas "camaratas"; outros, foram para suas casas...