Daqui, os nossos agradecimentos ao Jornal Nordeste e... Contamos com a V/ presença!
Um dia regressei a esse inesquecível marco da minha vida. Com outros como eu me reencontrei. Aí me detive algum tempo... E que tempo! Não mais quero deixar de revisitar esse local, feito de pedras vivas e significados mágicos para a minha existência... E QUE DIRÁS TU?!... Não deixes que outros comentem por ti!

Vai iniciar-se a Eucaristia... Ambiente propício...
Eucaristia! Um ponto alto no Encontro... O P.e Leite lembra ideais e recomenda esperança aos Ex-Alunos...
O refeitório de outros tempos, com a cara lavada, acolhe os Ex-alunos e seus familiares... Diz-se, fala-se, conta-se... Tantas imagens ocorrem, tantas ansiedades se relembram, tantas profecias se projectam...Neste dia, antes do Almoço, foi lançado um pequeno livro - Vozes emersas de tempos e de espaços em Vinhais -, sob o mecenato da Câmara Municipal de Vinhais, representada pelo Dr. Roberto, em delegação do Sr. Presidente, Dr. Américo Pereira. O Autor agradeceu à CMV, distribuiu um exemplar pelos presentes, depois de ter considerado que o breve ensaio, ocasionado pelo facto de pertencer ao Curso anfitrião deste ano (Caloiros de 1958/59), pode servir de incentivo a outros trabalhos de Ex-Alunos. Este é apenas um primeiro registo de vivências pessoais e colectivas, modesto na sua forma e na sua matéria.
Este ano, aos poucos, foram chegando os Ex-Alunos para o seu Encontro. Resolveram "espraiar" as primeiras vistas e reviver algumas "façanhas", assentando arraiais na esplanada sobranceira à Igreja de S. Francisco, a da mítica figueira.
Virgílio, Henrique, Albano... Acabam de chegar os alicerces dos Encontros... Mais um ano e mais que venham!
Este, só se o mar estiver muito revolto é que não aparece! O Orlando Samões é o mesmo atleta de sempre, decidido a comparecer sempre que possa!
Outro dos nossos! O grande Ruivo! Um dos impulsionadores dos Encontros! E... Sempre bem disposto!
Viva o Humor! Ele é tão "ruivo", que alivia o espírito dos seus "intchaços"!
(Um Click na Foto para a ampliar)
(com um Click, acorda a sineta dos nossos passos cronometrados...)
O nosso amigo Virgílio do Vale envia-nos uma "reportagem" sobre o 1.º Congresso Nacional de Ex-seminaristas. A sua descrição vale mais que a foto picada aqui. Leiam para ficarem com uma ideia global do que lá se passou.
Marcaram presença, neste Congresso, 11 Antigos Alunos do Seminário de S. José de Vinhais, que registamos, segundo ordem alfabética:
Havia a apresentação dos Oradores pelos Moderadores, à qual se seguiam as Comunicações - na Foto, o Virgílio do Vale (sentado) apresentara Monsenhor Luciano Guerra (de pé) -.

Entre os muitos e diversos oradores, esteve o nosso António Manuel Correia (casaco branco), com a comunicação: "Percursos de Discernimento Vocacional - no Noviciado"

Também houve lugar para SARAU recreativo, diversificado e bem concorrido.
Anunciadas as CONCLUSÕES GERAIS, ainda que sujeitas a modificações e melhoria.
Ainda que tivessem sido 11 os Ex-Alunos do Seminário de Vinhais a participar, alguns tiveram que partir para suas casas antes da FOTO de Família. Daí, só alguns posarem. São eles, da Esq. para a Dta:
Depois de um rico almoço, no Centro Paroquial de Fátima, mais uma Foto de alguns nossos Congressistas (da Esq. para a Dta):Um abraço de lembrança para o último fim de semana de Junho, em Vinhais!



DALI - The Sleep (O sono)


Quando descia aquela escadaria,
Palpitava em mim uma ânsia incontida,
Um frenesim de chegar,
De transpor portas
E rever pedras e espaços
Que, um dia … também foram meus.
Mas descia devagar
Para não melindrar o encantamento
Da chegada,
A emoção do abraço
Que, mentalmente,
Iria dar-lhes,
Olhando-os demoradamente,
E sentindo uma lágrima
A querer aflorar.
E transpunha os umbrais
Pedindo licença a personagens invisíveis,
Recordações vivas de um passado
Que foi meu e não volta…
- Entra… que esta casa é tua!
Parecia-me ouvir…
E entrava,
E caminhava por aqui e por ali,
E percorria todos os recantos
Que melhor me faziam recordar
Os tempos de menino.
Estava tudo igual,
Sempre igual à imagem longínqua
Que na mente me ficou.
Mas agora não.
A realidade que era… desmoronou-se
E onde havia recreios murados
Há serventias públicas
E onde a horta verdejava
E as videiras frutificavam…
Passa uma rua que divide a Cerca.
A Cerca deixou de ser,
O Seminário deixou de ser…
E até eu deixei de ser
O romeiro sonhador
Que, ano após ano,
Ansiosamente esperava
Por aquele dia de sonho
Em que, de novo,
Haveria de descer a enorme escadaria.
Já não desço devagar,
Nem entro à espera das emoções
Que antes me invadiam.
Tudo aquilo mudou de traço
E só me alivia do embaraço
que sinto cá dentro,
O encontro de muitos meninos do meu tempo
Esperando de mim e eu deles
Um fraterno e longo abraço.
Em Bragança, 1963-1964, uma vistosa carecada, como ritual iniciático à Filosofia...