sexta-feira, julho 18, 2008

Um Comentário/Reflexão ao Encontro 2008


O grande maestro e animador dos Encontros, o nosso Virgílio do Vale, enviou-nos um texto seu, que reproduzimos para poder ser lido por todos os Amigos. Uma reflexão-rescaldo pós-Encontro 2008, que merece uma atenção e uma análise objectiva por parte de todos os que estivemos presentes. Mas deixemos que seja o Virgílio a falar, pois é claro como a água:
"À boa maneira transmontana, mandaram-me entrar nesta casa chamada blog sem me perguntarem quem eu era… (entre quem é…) e aqui estou a dar dois dedos de conversa fiada com todos os que, mais ou menos “bonancheiramente”, se sentarem à volta desta “lareira” do pensamento, numa tentativa de matar saudades dos tempos idos, mais ou menos remotos ou até recentes, como será o caso de falar sobre o último encontro dos finais de Junho de 2008.
Entrei e andei à procura de todos os eidos e andâmios cá desta coisa e, antes de mais, devo dizer que ainda não topei a acta desse último convívio fraterno, solenemente prometida pelo “escrivão-mor do reino”, o grande e ilustre amigo Manuel António Gouveia. Vamos lá a ver se já perdeu o bom hábito da pontualidade!... Quanto a este Pêro Vaz de Caminha do século XXI, quero dizer-lhe que adorei ler os dois poemas – o da entrada e o da saída do Seminário pois reflectem muito do que se passou comigo, embora em circunstâncias diferentes.
Devo dizer que o Encontro 2008 não me correu a gosto, tanto quanto desejava. Não direi porquê, para não dar guarida a aspectos negativos, pois o importante será referir o que de positivo aconteceu. E foi muito forte a emoção que senti quando deparei com o Sr. Padre Telmo Ferraz que tinha visto outrora e que já não conhecia. Estivera com ele na inauguração da Barragem de Picote onde ele desenvolveu uma acção enorme de cariz social; contactei com ele através da leitura do seu livro “O Lodo e as Estrelas” que é um testemunho vivo e sentido dos problemas gravíssimos que os trabalhadores braçais da barragem enfrentavam, narrados em pequenas histórias maravilhosamente contadas; e soube da sua entrada na Obra do Pai Américo e a sua ida para Angola onde deu continuidade a essa vocação de tudo fazer em prol dos rapazes pobres e abandonados. E todos pudemos constatar a bondade da sua pessoa ao se referir em termos simples mas autênticos às pedras, carteiras e pessoas que não esquecemos ao longo dos muitos anos que já passaram. Tanto assim que aquelas pedras se converteram numa lágrima saudosa…
É sempre bom rever os amigos, mesmo aqueles que aparecem sempre porque, se tal não acontece, já os pensamentos se desviam para maus presságios. Este ano foi o caso do Ramiro e do Gouveia (Artur?) que não responderam à chamada, devido a doença. Que São José os ampare na doença e lhes restitua saúde para poderem regressar.
Não apreciei a discussão que se travou no final do almoço. Não intervim para não tornar o almoço ainda mais longo, mas devo dizer que se for constituída a dita Associação dos ex-alunos eu não alinho. Já não estou em idade de participar num grémio de pessoas, por muito amigos que sejam, sujeitas a regras e dependentes de órgãos sociais para tudo e para nada. Considero que os encontros informais, como até agora, são mais profícuos e atraentes. A obrigatoriedade não será boa norma para dar continuidade àquilo que temos feito ao longo destes dezoito anos. Mas esta é a minha ideia e nada obsta a que se constitua a Associação… sem mim.
Antes de dar por findo este comentário, sempre direi que vou continuar a visitar os andâmios que ainda não visitei, até porque gostei de ter visto e lido o que já encontrei.
Para todos um grande abraço do Virgílio do Vale. "

terça-feira, julho 01, 2008

Depois de 28/29 de Junho/2008 - 3: Um caso excepcional!


Este Bilhete Pessoal é um autêntico símbolo de valores, de uma postura rara perante os outros, de uma atitude crítica perante a vida, de uma lucidez extrema do que é a disponibilidade para os demais! Obrigado pela Lição, Dr. João Conceição Costa! - (Um click nas imagens para ampliar)

O Texto do Bilhete é apresentado, sob forma mais legível, no espaço que se segue, ainda que com uma ou outra pequena omissão:

"João Conceição Costa Junho de 2008
Antigo Colega do Seminário de Vinhais
Dig.mo Cónego da Diocese de Bragança e
Miranda:

Organizei um pequeno livro com o 50.º
Aniversário do Seminário que resolvi enviar-
-lhe. Se quiser mais algum para oferecer
aos Rev.os Padres (... ilegível)

------

Posso dispor de mais algum livro se tiver interesse. Se
precisar ligue-me que eu ainda
tenho mais que ! livros.
Não quero tirar-lhe mais tempo.
Um abraço do velho amigo
e companheiro
João Conceição Costa
Os 100 anos não deixam escrever melhor
".
Simplesmente de pasmar!

Segue-se a apresentação, sob a forma de imagens digitalizadas, do revelador e instrutivo discurso que o Dr. João Conceição Costa proferiu no 50.º Aniversário (Bodas de Ouro) do Seminário de Bragança-Vinhais, 19/20 de Setembro de 1970. Pelas suas palavras, é possível conhecer um pouco deste Ex-aluno, agora com 100 ANOS DE IDADE! Uma história de vida incomparável!









Os Ex-Alunos do Seminário de S. José, no dia 29 de Junho de 2008, à hora das "intervenções", no saboroso Almoço, decidiram, por referendum obrigatoriamente democrático, endereçar ao Dr. João Conceição Costa uma resposta ao seu tão apreciado e sensibilizante testemunho, que no seu Bilhete Pessoal nos quis prendar. Tal resposta originou o seguinte, breve mas sentido, texto, que lhe será enviado, mesmo que as novas técnicas de comunicação nos permitam antecipá-lo:
****************
Caro João Conceição Costa, Ex-Aluno dos primórdios deste Seminário de S. José e também Companheiro das nossas actuais revisitas às raízes!
Quando lemos o seu "livrinho", centrado no discurso que proferiu pelo 50.º Aniversário desta Instituição, encontrámos dentro um Bilhete Pessoal que vivamente nos sensibilizou. De facto, as palavras nele contidas fizeram-nos constatar que a máxima do filósofo Pascal - o coração tem razões que a razão desconhece - ganha pleno sentido e concretização na pessoa do nosso secular amigo João C. Costa.
Sinceramente, admirámos a sã ousadia de nos tratar por Antigos Colegas e Companheiros, quando este velho amigo é, afinal, para nós um mestre da autenticidade, da verticalidade ética e altruísta, que conserva aos seus 100 anos de vida. Se alguém não fosse dotado de sensibilidade, cremos que, pela força das suas palavras, ganharia toneladas da mesma e apregoaria que, realmente, a razão cede, em momentos auge, o lugar ao coração.
Atrevemo-nos a lançar o desafio, e todos os que lemos o seu pensamento sentimo-lo profundamente, que, caso as forças o permitam e fazemos votos por tal, no próximo Encontro 2009, o velho amigo e companheiro venha reunir-se connosco. Sabemos que em si reside uma parte da chama que a todos nos identifica, uma substancial referência para o fundamento dos nossos anseios e projectos de vida. Quase nos atrevemos a dizer que o João Costa, ao lado de outros pares que ainda o tempo conserve, constitui a ôntica raiz em que o nosso ser se foi constituindo e desenvolvendo. Só esse facto merece de todos nós um indizível reconhecimento pela sua amistosa saudação.
Neste dia 29 de Junho de 2008, em que tantos Ex-Alunos expressaram os seus desejos e também preocupações pela continuidade do nosso MOVIMENTO de Amigos do Seminário de Vinhais, foi apresentado o caso João Costa como um marco paradigmático excepcional no contexto desta inefável tarefa de construção de homens. Por isso, neste breve apontamento, mais fruto da quente emotividade que da fria racionalidade, todos, em unissono, apresentamos ao João Conceição Costa um sincero BEM HAJA pelas suas palavras identitárias e amigas.
Em nome de todos os Ex-Alunos presentes no Encontro 2008,
Francisco Cordeiro Alves.

Depois de 28/29 de Junho/2008 - 2

É verdade que "o tempo não morde as pedras em que brincámos enquanto crianças" (P.e Telmo Ferraz, 29 de Junho de 2008).

À procura de um amigo...

São essas pedras que agora pisamos de mansinho, como que embalando o berço dos nossos caminhos e projectos.

Cada um de nós conhece os recantos deste imponente e confidente edifício: claustros, capela, recreios, chafariz, refeitório, etc., etc., que revisitamos. Mas conhecemos, sobretudo, e reencontramos AMIGOS: seus olhares, seus gestos, suas emoções, seus sonhos...

Qualquer um saberá ler a série de flashes que aqui ficam postados como testemunhos e exemplares de múltiplas facetas do Encontro/2008.


Lá continua a mítica figueira...




Grandes encontros e reencontros...


Três marcos de referência: (da esq. para a direita)
Francisco Formariz, Telmo Afonso, Telmo Ferraz.


Menu gostoso, servido com lembranças e epopeias...


Desafios!...



Nova cara do monacal refeitório


Olha lá, tu, viste o ele?



Finanças inseguras....



O tempo não "mordeu" este lugar-refúgio...



Até tem peixinhos vermelhos...




É verdade que "o tempo não morde as pedras em que brincámos enquanto crianças" (P.e Telmo Ferraz, 29 de Junho de 2008) e também não morderá a fantástica rede de relações interpessoais... Esperamos reatá-las "lá pr'a Junho de 2009"...


segunda-feira, junho 30, 2008

Depois de 28/29 de Junho/2008 - 1






Tanta coisa se disse...
Tanta coisa reciprocamente nos ouvimos...
Segredos repetidos, abraços, confrontos de nossas lembranças!

Inúmeros diálogos a quebrar o silêncio de um ou vários anos...
- Sim, sim! Eu também sabia... Só que... Ah, calor de finais de Junho!
- Que tens feito? Como tem corrido a vida? Claro, sempre vieste!

E cantou-se, em alegre tertúlia, ainda que apenados pela ausência de alguns!

Abraços houve que romperam com hiatos de tempo de mais de 40 anos!

Exibições de grande talento, no cantinho de um bar sofisticado que sucedeu a uma adega monacal... Música do passado e do presente!




E, na intimidade de cada um, sob os acordes do canto gregoriano ou do vernáculo primorosamente regido, vivemos momentos de sentida religiosidade, com grande público, convicto e empenhado.



Seguir-se-ão outras NOTAS em POSTs 2 e 3. relativos ao Encontro/2008...

sexta-feira, junho 27, 2008

Acta do 19.º Encontro (2007)







Picado a partir de: http://br.youtube.com/watch?v=md9cpIg8cS8




Aos dias trinta de Junho e 1 de Julho de dois mil e sete, das treze horas do primeiro e “lá p’r’ás tantas do segundo dia, decorreu, nos Seminários de Vinhais e de Bragança, o décimo nono Encontro dos Ex-Seminaristas daqueles Seminários, com a seguinte ORDEM DE TRABALHOS:------------------------------------------------------------
Um – Informações. -------------------------------------------------------------------------
Dois – Intervenções. -----------------------------------------------------------------------
Três – Outros assuntos. --------------------------------------------------------------------
Ponto um – Informações – Devido a uma informação que, divulgada um pouco tarde, não foi recebida a tempo pelos participantes, o início deste encontro repartiu-se por Vinhais e por Bragança. -----------------------------------------------------------------------
O motivo desta situação esteve relacionado com as obras do Seminário de Bragança, as quais todos foram solicitados a visitar. Mas, pelo motivo acima exposto, enquanto uns almoçavam tranquilamente em Vinhais e aí passavam alegremente essa tarde, outros estiveram presentes em Bragança. Aqui, após a celebração da Eucaristia, abrilhantada com o nosso coro, sob a batuta do Virgílio Vale, é de assinalar a apreciação do andamento das obras, sobre as quais o senhor Reitor do Seminário muito bem soube dissertar. Entretanto, informou que a celebração das Bodas de Diamante do Seminário de Bragança iriam ter lugar no dia vinte e seis de Setembro, à tarde, celebrações para as quais teve a amabilidade de formular o respectivo convite. -----------------------------------
Seguiu-se a ida para Vinhais, onde, enquanto decorriam os cumprimentos e se trocavam novidades, iam sendo ensaiadas algumas canções e afinados os instrumentos para o serão. ------------------------------------------------------------------------------------------
Ao jantar não faltou o diálogo há um ano esperado, assim como não faltou o célebre feijão chícharo com o também célebre bacalhau. Mas tudo regado com bom azeite. -------------------------------------------------------------------------------------------------
Ao serão, a animação costumada: as anedotas, as canções e as serenatas, acompanhadas à viola e à guitarra, não faltando também exibições de violino e de gaita-de-foles. -----------------------------------------------------------------------------------------------
No domingo, dia um de Julho, todos seguiram para o Santo António, à saída para Bragança, onde, em interacção com a comunidade, se assistiu a uma missa campal também com a participação do nosso coro. ------------------------------------------------------
Seguiu-se o almoço, terminado o qual, com visível emoção nalguns rostos, deu lugar à despedida de “Até p’ró ano, se Deus quiser! Boa viagem e muita saúde!” ---------

Ponto dois – Intervenções – Durante e após o almoço, vários participantes tomaram a palavra para falarem sobre a necessidade destes encontros, fazendo votos para que, de ano para ano, venham sempre mais ex-colegas, trazendo os seus familiares e amigos, com o principal objectivo de manter a chama que nos une. -----------------------
Alguns trouxeram as suas histórias de vida, a sua forma de estar e as recordações das experiências que aqui tiveram e daqui levaram para lhes serem um guia nos trilhos que precisaram de percorrer. ----------------------------------------------------------------------
Mais uma vez o Cordeiro Alves se referiu ao nosso blog, convidando todos a visitá-lo, pois que aí poderão actualizar-se sobre acontecimentos que nos vão tocando.--

Ponto três – Dando início às despedidas, falou o Falcão que, em nome da Comissão Organizadora, agradeceu a presença dos participantes, desejou um bom ano e, ao mesmo tempo que apelou a uma sempre necessária colaboração, manifestou a sua convicção de que, para o ano, havemos de aqui estar ainda mais. ---------------------------
E não havendo mais nada a tratar, deu-se por encerrado o encontro de que se lavrou a presente acta, a qual vai ser remetida ao blog para aí poder ser lida e comentada pelos interessados.---------------------------------------------------------------------------------

As melhores saudações!

O redactor,
Manuel António Gouveia

sexta-feira, maio 30, 2008

20.º Encontro dos Ex-Alunos


Encontro de Ex-Seminaristas - 28 e 29/06/2008


Convocatória

Caríssimo Amigo e Antigo Companheiro:

Estamos quase a chegar ao grande dia do encontro dos Antigos Alunos dos Seminários de S. José de Vinhais/Bragança.
Como foi democraticamente decidido e deve ser do teu conhecimento, os nossos encontros têm lugar no último fim-de-semana de Junho, que este ano ocorre a 28 e 29. É este, portanto, o nosso fim-de-semana, no qual os mordomos serão os caloiros do ano lectivo 1957/58.
Aqui estamos, então, a apresentar-te os nossos cumprimentos e a lembrar-te como seria agradável contar com a tua presença, acompanhado, se assim entenderes, pela tua família.
Este ano será o 20.º encontro; e não será diferente dos anos anteriores. Vão ser muitos os que rumarão até Vinhais nos dias 28 e 29 de Junho, não apenas – assim esperamos - para o cumprimento de calendário mas sobretudo para, em saudável partilha com companheiros de outros tempos, neste grato e saudoso espaço, retomarem a longínqua vivência de uma infância e de uma juventude que aqui beberam a seiva de quantos valores foram necessários para os ajudarem a fazer-se e a manter-se Homens.
Como deves calcular, muito bom seria que todos estivéssemos presentes ou, ao menos, muitos mais do que nos anos anteriores. A Organização apela sobretudo para aqueles que ainda não estiveram nestes nossos encontros.
Comparece! Vem confraternizar! Vem renovar aqueles valores!
Mas não te esqueças de trazer a voz bem afinada e muita animação. E, porque nem só da voz e da animação vivem os saudáveis convívios, faz-te acompanhar também da viola ou da guitarra, do cavaquinho ou do bandolim, do acordeão ou da concertina, da gaita-de-foles ou da gaita-de-beiços, da pandeireta ou da caixa de rufar, do bombo, do reco-reco, do tambor ou doutro instrumento musical que domines. Vais ver que festa!
Vai à tua agenda e vê se lá não estão já marcados os dias 28 e 29 de Junho - reservados ao nosso encontro anual, em Vinhais. Pois se estão, aviva-os; se não estão, faz com que estejam e aviva-os ainda mais.
Ah! E mais esta! Para pernoitar - se houver tempo, claro! -, o Seminário dispõe de quartos que, desde já, aguardam o pedido de reserva.
Para estares informado consulta – www.amigos-seminario-vinhais.blogspot.comPor razões logísticas e, porque temos que saber quantos nos sentaremos à mesa, inscreve-te e informa quando vens e quantos, remetendo a tua inscrição para:

Reitor do Seminário de N.ª S.ª da Encarnação
Apartado 8
5320 – 909 VINHAIS
Telefone e Fax 273 771 323 / 273 771 479

Saudações fraternas recheadas de saudades antigas e amigas.

2008.05.20
A Comissão



PROGRAMA




Sábado – 28 de Junho
13,00 horas - Almoço
15,00 “ - Circuito de recordações
18,00 “ - Ensaio para o convívio
20,00 “ - Jantar
21,30 “ - Convívio ao serão



Domingo – 29 de Junho
10,00 horas - Ensaio de cânticos
11,00 “ - Eucaristia
13,00 “ - Almoço
Lá p’r’ às tantas:
- Despedida


Nota – Sobre o preçário, logo se verá.
Mas, quanto ao do ano passado …, por aí andará.





Carta/Convocatória enviada pelo MANUEL GOUVEIA no dia 29 de Maio de 2008.
amigos-seminario-vinhais.blogspot.com saúda e agradece ao distinto Ex-aluno.



terça-feira, maio 13, 2008

Uma das Preciosidades da Década de 60



"Mando aqui uma foto tirada em Vinhais em 1962 ou 1963, de uma equipa de futebol "equipada a rigor".
Dela fazem parte vários colegas entrados no ano lectivo 1961-1962.
Na fila de cima consigo identificar, da esquerda para a direita: o 3º é o Fernando do Fundo Ferreira, de Mirandela e a viver emVila Real; o 4º sou eu, Manuel Cordeiro de Remondes e a viver em VilaReal; o 5º é o José Manuel Tiza, natural de Zeive, Bragança.
Na fila de baixo: o 2º é o Galvão, falecido no então Ultramar e o 3º é o Raul Palavras de Lagoaça e a viver em Santo Tirso."


E-mail enviado pelo Professor Manuel Cordeiro, Catedrático da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), de Remondes - Mogadouro. A definição da Foto, que não é digital, não nos permite uma visualização perfeita, mas dá para o reconhecimento de gente da nossa!



Um abraço para o amigo e distinto Ex-aluno. Mande sempre mais "preciosidades"!

domingo, março 16, 2008

FELIZ PÁSCOA para todos os Ex-Alunos


De quando em vez, surgem épocas que nos fazem recordar uns dos outros. A Páscoa é uma delas. E aproveita-se este tempo forte para enviar a todos um GRANDE ABRAÇO, com um feixe de FELICIDADES.

Claro, uma recomendação a todos os amigos: não comam muito folar, ainda que tentados, pois o colestrol anda por aí. Todavia, as tentações não são sempre más...

terça-feira, dezembro 25, 2007

NATAL E 2008 de AMIZADE


Talvez seja repetitivo, em cada ano que passa, o gesto de rascunhar uns propósitos, muito decorados com imagens e motivos, gesto que se aprecia e se aprova, como é evidente.

Todavia, o que nos interessa, fundamentalmente, é ter amigos, verdadeiramente amigos, desses que não se compram, como refere Antoine de Saint-Exupéry (in O Princepezinho).

Amigos-Seminário-Vinhais deseja a todos os EX-ALUNOS, em Portugal e no estrangeiro residentes, bem como a todas as respectivas FAMÍLIAS, um NATAL e um 2008 REPLETOS de AMIZADE! Amizade de Pais, de Esposas, de Filhos, de Netos, de Parentes, de toda a Humanidade. Mas uma amizade que funcione interactivamente: que se receba e que se dê!

E, para não destoar, Um Grande Abraço de Amizade para todos...

quarta-feira, outubro 31, 2007

Amigos padres vão tombando: Belisário, José Francisco, José Valdemar


Num curto espaço de tempo, três sacerdotes, antigos alunos do Seminário de Vinhais (indica-se o ano de entrada), findaram os seus percursos de vida e de apostolado. Vamos lembrá-los, ainda que não tenhamos Fotos identificativas para todos eles (se algum dos nossos amigos possuir fotos, poderia enviá-las via E-mail)

A 12.10.2007, partiu o Padre Belisário Augusto Miranda (ano de 1952/53), cujo falecimento é noticiado pelo Mensageiro de Bragança (Um Clik sobre a imagem):



A 21.10.2007, foi a vez do P.e José Francisco da Fonseca Almeida (1939/40), notícia publicada por Mensageiro de Bragança a 25.10.2007:


P.e José Francisco da Fonseca Almeida

A 28.10.2007, depois de muitos anos de sofrimento, faleceu o Cónego José Valdemar Pires (1937/38).

Ver Editorial do Mensageiro de Bragança, de 01.11.2007

PARA TODOS ESTES ANTIGOS ALUNOS, QUE SEGUIRAM A VIA DA ORDENAÇÃO, amigos-seminario-vinhais expressa um "REQUIESCANT IN PACE". Para as respectivas famílias, os sentimentos de um profundo pesar.

quarta-feira, outubro 10, 2007

Vivam os talentos, a poesia e os valores!




São muitos os que pertencem a este "clube". Aqui está apenas uma amostra.
Hoje, e a iniciar, o nosso amigo Manuel Gouveia, Ex-Aluno, caloiro de 1953-1954, mandou-nos o seu testemunho, umas preciosidades poéticas, em que muita gente da nossa se espelha, quer pelo contexto em que os depoimentos se inserem, quer pelos valores que deixam transparecer.


Viva a revoada de 1953! E que fantástica revoada!



O Curso de 1953

Manuel António Gouveia

Em Setembro de1953, recebia o Seminário de Vinhais mais um grupo de rapazes predispostos à clausura, à disciplina e ao estudo, ao mesmo tempo que se propunham pôr à prova a vocação que antes os tocara.
Para esses valentes - eu incluído - escrevi e li, no encontro em que se completaram 50 anos sobre aquele ano lectivo, o soneto:


Os nossos cinquenta anos

Em mil novecentos e cinquenta e três,
Por um Setembro macambúzio e frio,
Aqui nos vimos p’la primeira vez,
De peito feito a enorme desafio.

Chegávamos de azul, preto ou xadrez,
Enjoados da Canhona e seu bafio.
-“Montar caloiros!” E assim se fez
Por alguns dias, fielmente, a fio.

Que viemos procurar no Seminário?
Que decisões tomámos ao contrário?
Onde é que param tantas esperanças?

Quantos silêncios, regras e deveres!
A reclusão, os santos, os temeres …!
Quantos cinquenta Invernos de lembranças!


Seminário de Vinhais, 27/06/2004


Depois foi a separação.

Ao fim de sete anos de caminhada (muitos, bem antes), durante a qual fomos fortalecendo cada vez mais a nossa amizade, eis que uns tomam a decisão de ficar pelo caminho, procurando rumos que consideram mais acertados - eu incluído -, enquanto outros, nunca se desviando do objectivo traçado, prosseguem firmes e determinados até ao fim.
Foi pensando em todos eles que escrevi os

Versos do meu adeus

Vou partir, meu Seminário,
Levo comigo um rosário
Dos dias que em ti passei.
Na tristeza e na alegria,
Hei-de rezá-lo a Maria
Como em ti sempre o rezei.

Levo sede na minha alma
Da tua profunda calma,
Dessa etérea mansidão.
Levo a luz do teu caminho
Para o meu tão pobrezinho,
Meu saudoso coração.

Levo o amor que tu me deste
Para comigo ficar.
É uma ventura celeste
Que em ti pude achar.

Meus queridos professores,
Companheiros, monitores,
Ao partir, levo alegria.
Nunca mais hei-de esquecer,
Na vida que vou a ter,
Vossa alegre companhia.

Adeus, recreios, carteira,
Dedicada companheira,
Capelinha em que rezei.
Alegrias, desenganos,
Tudo o que é fruto dos anos
Sempre na vida terei.

Agora, olhando o destino,
Vejo perto de Jesus,
Meu coração pequenino
Também numa cruz.


Seminário de Bragança, 19/06/1960
Manuel António Gouveia


OBS. Post levemente retocado em 18.10.2007

quinta-feira, setembro 06, 2007

BODAS DE DIAMANTE - Seminário de S. José de Bragança


Foto: Prospecto comemorativo
Salvé o Dia 26 de Setembro de 2007!

amigos-seminario-vinhais.blogspot.com associa-se a este significativo e raro evento, desejando ao Seminário de S. José de Bragança um sentido e irmanado AD MULTOS ANNOS! Parabéns!
Deixamos, para qualquer cidadão e Ex-Alunos interessados, uma breve súmula histórica do Semiário de S. José de Bragança, assim como o Programa da Celebração das Bodas de Diamante, a realizar no dia supramencionado.










Informação fornecida pelo
Seminário Maior de S. José de Bragança
em 30.08.2007

domingo, julho 01, 2007

19.º ENCONTRO de EX-Alunos - Diferentes ângulos fotográficos

30.06.2007

Desta vez, procedeu-se ao ensaio no Seminário de Bragança!
Senhor Maestro, tudo a postos...

Concentração, afinar vozes e reavivar o Canto Gregoriano...



Meus caros, a vossa ajuda e cooperação é indispensável!
Como é gratificante ver-vos de volta!
Também amanhã estarei convosco em Vinhais...



Um pequeno lanche para restaurar forças para o regresso a Vinhais!


Uma conversa expectante:
- Isto vão ser obras de grande vulto...
- A prova está à vista: o lado Norte do Sem Brgç está esventrado!

Chegados a Vinhais, esperava-nos o bacalhau com os nostálgicos chícharos...

E houve festa: música Folk, bem nossa!

E também houve típicas serenatas à mistura com luar do sertão...



01.07.2007
A interacção dos Ex-Alunos com a comunidade intergeracional não ficou registada, por esquecimento de máquina fotográfica, devendo anotar-se que o local da Celebração da Eucaristia foi o Santuário de S.to António, muito atractivo, quer paisagística, quer humanamente! Talvez umas 1500/2000 pessoas!
Mas, na nossa casa, esperava-nos, já prontinho, o monacal refeitório, agora recuperado, de cara lavada e atractiva!





E comeu-se, bebeu-se, falou-se das nossas "estórias" de vida...
Algumas delas que não se cruzavam há 50 anos! Foi mesmo um momento de renascer...

Sorridentes... Expectantes de um próximo encontro...

E..., meus Senhores, aos impostos ninguém escapa!
- Sim, já estás desarriscado...


E um "até p'ró ano" ou até 26 de Setembro (Bodas de diamente do Sem. de Bragança!)...
Mas sempre acalentando um sonho: seguir em frente com os Encontros e olhar bem alto ao longo do percurso!
Custa partir, mas sabemos que alguém nos espera!


quinta-feira, junho 28, 2007

Personalidades & Instituições - Seminário de Vinhais (1 e 2)

Eis um Testemunho de um dos ilustres Ex-Alunos do Seminário de Vinhais. Amigos-Seminario-Vinhais agradece a colaboração, que nos chegou a 26.06.2007. Houve apenas a necessidade de converter um PDF em Word, pelo que se perdeu a Foto do Seminário, que, coincidentemente, já havia sido postada no Blog.
Ao Professor, as maiores felicidades e obrigado pelo contributo, confirmativo, diga-se, de passagens já constantes neste espaço.
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Chamo-me Manuel Cordeiro, sou natural de Remondes, concelho de Mogadouro e estive no Seminário de Vinhais em 1961-62 e 1962-63.
Sou Professor Catedrático da UTAD - Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Vila Real, da Área da Energia e estive no encontro de antigos seminaristas, creio que em 1999.
Neste momento encontro-me em Timor e estive a ver o Blog dos Amigos do Seminário de Vinhais. Já o tinha visitado mais vezes e é para mim, sempre, um motivo para recordar os tempos que lá passei. Nos meus tempos livres vou escrevendo umas coisas. Há cerca de meio ano escrevi 2 textos sobre o Seminário que gostaria de partilhar com todos, caso seja possível. Mando-os em pdf.
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Personalidades & Instituições
Seminário de Vinhais (1)

Falar sobre o Seminário de Vinhais é um prazer para mim pois foi lá que comecei a minha vida de estudante. Foi no longínquo ano de 1961 que ali dei entrada, depois de uma viagem de camioneta com início em Bragança, junto à estação dos caminhos-de-ferro.
Recordo esse dia como se fosse hoje. Tinha pouco mais de 10 anos e era a primeira vez que iria estar ausente de todos os que me eram queridos, os meus pais e os meus irmãos. Esse dia foi o primeiro de muitos outros que muito me custaram a passar, pois só no Natal é que os iria ver de novo. Como muitos outros colegas de seminário, derramei muitas lágrimas escondido de tudo e de todos. Só quem passou por este tipo de provação é que pode avaliar o que ia na alma de cada um dos que ali estávamos a iniciar aquilo que seria o nosso futuro. Recordo, até com saudade, muitos daqueles que foram os meus primeiros colegas de estudo.
A vida no seminário era muito difícil devido, em especial, as regras de conduta impostas ao funcionamento diário da instituição. No entanto, para mim isso nunca foi problema. Devo até dizer que os dois anos que ali passei, mais os dois que passei em Bragança, permitiram-me adquirir regras de comportamento e de atitude perante a vida que me foram muito úteis enquanto decorreram os meus estudos e, mesmo, na minha vida profissional. Estou certo de que o mesmo aconteceu com muitos dos que ali passaram os primeiros anos da sua vida escolar. A criação, pelos antigos alunos, da associação dos Amigos do Seminário de Vinhais, onde são dadas notícias sobre o passado e onde são projectadas ideias para o futuro de todos os que por lá passaram, é um indicador seguro de que muito de bom ficou dos anos que ali passámos.
O contacto com a natureza fazia parte do dia a dia ali vivido. Como acontece com muitas destas instituições, há muito quem lhes doe os seus bens. Assim, envolvendo o seminário, havia uma quinta onde, além dos produtos agrícolas que ali se produziam, permitia-nos um contacto diário com a natureza. Recordo a junta de bois que puxavam o carro, a charrua ou o arado, guiados pelo criado apoiado pela aguilhada com o respectivo aguilhão na extremidade.
Os passeios ao fim de semana para Rio Frio [de Fornos], para a ponte sobre o Rio Tuela e tantos outros locais, davam uma sensação de liberdade que muito contribuía para que o tempo fosse passando. O aproximar das férias trazia sempre uma excitação extra. Alguns dias antes era necessário preparar a viajem. Como os tempos mudaram. Ao tempo, isso constituía uma tarefa muito complicada. Talvez fosse o mesmo que hoje organizar uma viagem de férias ao Brasil. Eram normalmente feitas de táxi e de noite, para fugir à polícia pois a lotação do táxi era sempre excedida. Muitas vezes em cada táxi, seguíamos sete rapazes ou mais. Eram, no entanto, muito divertidas e muito agitadas.
O Seminário, como o conhecemos actualmente, nasceu aos 15 dias do mês de Novembro de 1920. No discurso comemorativo das Bodas de Ouro da sua fundação, Monsenhor Manuel Jerónimo Pires disse, entre outras coisas “O contrato de arrendamento do Convento [de S. Francisco], cerca contígua e outras propriedades, por cinco anos consecutivos, pela renda anual de 300$00, pagos em moeda corrente no país - podendo o arrendatário prorrogá-lo por um, ou mais de cinco anos, mas nunca por quantia de renda superior a 1.800$00 - foi realizado nesta vila [Vinhais], no cartório do notário David Augusto Ferreira Machado, sendo primeiros outorgantes o Senhor Francisco Mendes Alçada, D. Inês da Costa, esposa, a Senhora D. Inês da Costa Alçada, e segundo outorgante o Senhor Cónego João Machado da Costa. Foram testemunhas Adelino Augusto Rodrigues e Fernando Rodrigo de Almendra Dias. Estava posto um dos elementos essenciais à vida do Seminário, o necessário espaço vital”.
Publicado no Notícias de Vila Real e em http://www.mogadouro.com/
Manuel Cordeiro
Personalidades & Instituições
Seminário de Vinhais (2)

É necessário recuar ao ano de 1740 para encontrarmos as origens do Seminário de Vinhais. Nesse ano, no dia 7 de Janeiro, foi concedida pelo Rei D. João V a licença necessária para a sua criação. Podemos questionarmo-nos porque é que num local tão remoto e afastado dos locais de decisão, foi criada uma instituição que viria revolucionar a pacata vila de Vinhais e a própria região do Distrito de Bragança. A resposta é simples e podemos encontrá-la nos Missionários Apostólicos que estavam instalados em Portugal e pediram ajuda aos “oficiais da Câmara e moradores da vila” para interferirem junto do poder no sentido de conseguirem autorização para tal. Para concretizar esta ideia tiveram que trazer para a sua causa a Câmara Municipal, a nobreza da região e todo o povo anónimo da vila.
Os argumentos usados pelas forças vivas locais foram baseados no facto de não haver qualquer convento religioso que “servisse as vilas de Vinhais e Paçó, com mais de 40 povoações”.
Outra razão, talvez a mais importante, resultou de uma ida à região, em 1717, de dois missionários apostólicos de Espanha, para fazer missão, ou seja, para divulgar as virtudes e os métodos de trabalho da sua ordem religiosa. Segundo o Frei João Velásquez, Vinhais satisfazia os requisitos necessários para a instalação de um hospício à imagem da sua ordem religiosa.
A primeira pedra foi lançada no dia 6 de Janeiro de 1752, dando seguimento à autorização concedida por D. João V e pelo Bispo de Miranda, Frei João (V) da Cruz.
Os primeiros 80 anos de vida do Convento de S. Francisco de Vinhais ou Seminário de Nossa Senhora da Encarnação, decorreram sem sobressaltos e o seminário foi um local de formação de muitos religiosos, uns mais conhecidos que outros. O Frei António de Jesus foi, talvez, o mais conhecido de todos os que ali estudaram nestes 80 anos.
As lutas entre Miguelistas e Liberais obrigaram ao fecho de muitas instituições religiosas e levaram ao exílio de muitos dos missionários que ali estudavam ou exerciam o seu apostolado. Todos os bens do seminário foram confiscados e o espólio da sua biblioteca roubado e incendiado. Seguiu-se um período em que as suas instalações alojaram repartições públicas e, até, um quartel militar. No ano de 1920 foi ali instalado o Seminário Menor, onde eram ministrados os 2 primeiros anos do curso que dava acesso ao sacerdócio, sendo os restantes leccionados no Seminário Maior de Bragança.
Segundo Virgílio do Vale, antigo estudante e amigo deste seminário, grande conhecedor da sua história e da história da região, podem encontrar-se algumas curiosidades que ajudam a conhecer melhor esta instituição que deu educação a muitos transmontanos, muitos dos quais com dificuldades financeiras e, portanto, sem condições para concretizar os seus sonhos e os dos seus familiares noutra qualquer instituição de ensino secundário e/ou superior. Basta dizer que só a partir do início dos anos 70 é que apareceram os Ciclos e as Escolas Secundárias pelas várias vilas do Distrito de Bragança. Os muitos professores, engenheiros, advogados, médicos, agricultores, padres e educadores em geral que ali começaram a sua actividade escolar são a prova da contribuição que este seminário teve no panorama escolar da região.
No livro Vinhais, Póvoa Rica de Homens Bons, Virgílio Vale chama à atenção para duas lápides situadas dos lados da porta da igreja que serve o seminário. Uma diz: ‘Fundou este Seminário José de Morais Sarmento, Fidalgo da Casa Real, Mestre de Campo e natural desta Vila de Vinhais, no ano de MDCCLII. Cedeu o Padroado dele nas mãos de Sua Majestade e faleceu no ano de MDCCLXII.’ Esta lápide mostra o envolvimento da nobreza sobre decisões de interesse para as suas terras.
Do outro lado da porta: ‘Sua Majestade Fidelíssima aceitou o Padroado deste Seminário e tomou para sempre o seu real nome e no de todos os seus sucessores debaixo da sua régia e imediata protecção no ano de MDCCLXXVII.’
Este texto só ficará completo se falar da figueira que nasceu e cresceu no campanário da igreja. Tudo aconteceu aquando da expulsão dos frades do convento, em 1834. Um frade subiu ao púlpito e gritou: Só voltará a haver missões nesta Igreja quando virdes uma figueira no campanário do templo da Ordem Terceira. Assim aconteceu. Na fenda de duas pedras de granito ainda hoje se pode ver a figueira que ali nasceu.
Publicado no Notícias de Vila Real e em www.mogadouro.com
Manuel Cordeiro